The Christian Post > Cristianismo|Qui, 18 Abr. 2013 14:00 PM EST

Após a morte do filho de Rick Warren, Cristãos aprofundam-se no debate da salvação

PorSarah Curty | Correspondente do The Christian Post

Após o suicídio do filho do pastor Rick Warren, foram suscitadas diversas discussões acerca do que aconteceria com o suicida após sua morte. Ir ao céu ou ao inferno está nas mãos de Deus, muitos dizem, mas o que diz a Bíblia sobre isso?

  • filho de rick warren,
    (Foto: Igreja Saddleback)
    Filho de Rick Warren, Matthew, cometeu suicídio na última sexta-feira, 5 de abril de 2013.

Um dos maiores apologistas cristãos do Brasil, Natanael Rinaldi, apontou uma passagem de Jó para basear sua afirmação de que se uma pessoa comete suicídio, ela perde sua salvação, aplicando isso ao caso de Matthew Warren.

“A vida é um bem indisponível, reza o Código Penal. A Bíblia aponta também o mesmo e podemos reconhecer esse ensino bíblico através das palavras de Jó quando perdeu seus 10 filhos mortos numa tempestade quando a casa onde estavam desabou e os matou”, disse ele ao The Christian Post, em um email.

A passagem em referência é Jó 1:19-22: “Eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova. 20 - Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. 21 - E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. 22 - Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma."

“Considerando que o filho de Rick tinha idade suficiente para analisar suas ações, ele não é inexcusável diante de Deus e praticou um crime contra si mesmo. Ele morreu perdido, sem salvação”, disse ele ao CP.

Entretanto, a opinião de Natanael difere de outros teólogos e líderes cristãos.

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Peter S. Chamberlain, um advogado aposentado, afirmou anteriormente ao The Christian Post que o suicídio “não é o pecado imperdoável”. Segundo ele, que se considera um expert em suicídio – perdeu um irmão e tentou diversas vezes se matar –, a fé em Deus é uma das maiores ajudas que a pessoa pode ter para se livrar dos pensamentos suicidas, mas é preciso muito mais que apenas “força de vontade”.

O apologista Jim Denison concorda com Chamberlain e afirma que a ideia de que o suicídio é o pecado imperdoável é uma má interpretação da teologiacatólica, “que ensina que os ‘pecados mortais’, como o assassinato, devem ser confessados para que o pecador se redima e não vá para o inferno”.

Outros religiosos acreditam que quando há uma doença mental, Deus não considera como um pecado, pois a pessoa não está em seu estado mental perfeito, como afirmou o psiquiatra cristão Pablo Martínez Vila. No entanto, Pablo diz que quando ela decide tirar sua própria vida, como se fosse a dona de seu destino, “aí reside o pecado condenado pela Bíblia”.

Outros ainda acreditam que a relação com Deus é o que importa e o tipo de morte não é determinante para uma pessoa ir para o inferno ou para o céu.

O filho de 27 anos de idade do pastor Rick Warren tirou sua própria vida depois de uma luta ao longo da vida contra uma doença mental, no início do mês de Abril.

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