Uma pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (4) mostrou que taxa de aprovação de Dilma cresceu de 72% para 77%. Somente 19% dos entrevistados disseram “desaprovar” a presidente, de acordo com o levantamento.
Reuters
Segundo Flávio Castelo Branco, gerente de Políticas Econômicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), algumas características pessoas de Dilma contribuíram para o resultado.
Ele apontou, de acordo com a agência Estado, que a "firmeza" na condução de conflitos com ministros e um "estilo próprio de governar" foram fatores decisivos para a aprovação da chefe do executivo.
De acordo com Castelo Branco, a avaliação do que chamou de “estilo Dilma de governar” é melhor do que o parecer sobre o próprio governo, que manteve-se estável com um percentual de 56% de notas ótimas e boas.
A luta de Dilma contra a corrupção foi lembrada como uma das ações que podem ter influenciado a opinião do público. Castelo Branco afirma que isso atribui à Dilma "maior controle sobre os problemas das pastas" e "mais presença na administração".
O levantamento foi realizado pouco depois do que ficou conhecido na imprensa como crise do governo com a base aliada. Isso ocorreu quando o governo sofreu derrotas em votações importantes no Congresso. Dilma chegou remanejar líderes do governo na Câmera e Senado para solucionar a questão.
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O desempenho e boa popularidade de Dilma superou até a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seus dois primeiros anos de mandato.
Lula tinha 73% de aprovação no mês de março do segundo ano do segundo mandato. O período de melhor avaliação foi em março de 2003, quando registrou 75% de aprovação.
Já na última pesquisa do governo Lula, em dezembro de 2010, o ex-presidente obteve 87% de aprovação.
Entre 16 e 19 de março, o Ibope ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em 142 municípios de todas os estados brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
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