The Christian Post > Cristianismo|Qua, 14 Ago. 2013 13:01 PM EST

Assessor de Feliciano, também atacado por ativistas LGBT em voo, pensa em seguir carreira parlamentar

‘Ao ver a luta de Feliciano, cresceu a vontade de ter uma bancada cada vez mais forte, com cada vez mais políticos cristãos’

PorMaria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

Roberto Marinho chamou atenção nos últimos dias ao aparecer no vídeo em que Marco Feliciano (PSC-SP) é hostilizado por outros passageiros durante um voo entre Brasília (DF) e Guarulhos (SP) no final da última semana. Os dois foram participar de um evento em Ipatinga, na região leste de Minas Gerais (MG). A gravação já ultrapassou 350 mil visualizações no YouTube, segundo dados desta quarta-feira (14).

  • Roberto Marinho
    (Foto: Arquivo Pessoal)
    Roberto Marinho é pastor, músico premiado e assessor parlamentar de Marco Feliciano.

A parceria entre esses dois pastores, evidenciada neste mês, no entanto, é antiga e envolve a história da vitória nas eleições para deputado federal em 2010 e da conquista da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) por Feliciano. “Foi uma surpresa atrás da outra”, contou Marinho em entrevista exclusiva ao The Christian Post.

Roberto nasceu em uma família evangélica de Vitória da Conquista, na porção sul do estado da Bahia (BA). Desde pequeno, se envolveu no universo religioso e musical. Morou um tempo nos Estados Unidos, onde conviveu com diversos pastores, como o Benny Hinn.

Ao retornar ao Brasil, participava de diversos congressos cristãos. Foi em um desses, em 2009, próximo ao Natal, que decidiu fazer um projeto ministerial ao lado de Marco Feliciano. Para acompanhar o futuro deputado, Marinho mudou de Goiânia (GO), onde morava na época, para o interior do estado de São Paulo (SP). O encontro entre os dois pastores inicialmente aconteceu por causa do trabalho musical de ambos.

O atual assessor parlamentar de Feliciano estava presente quando o Partido Social Cristão (PSC) fez o convite para a candidatura. “Tínhamos receio. Não sabíamos nem se iríamos ganhar”. Marinho estava também com Feliciano desde o início das atividades na Câmara dos Deputados, quando ambos iam descobrindo o funcionamento da casa e se familiarizando com a estrutura organizacional do parlamento brasileiro.

“Feliciano sempre defendeu a família. Aos poucos, foi se tornado uma pedra no caminho do grupo LGBT e se opondo a alguns deputados que trabalham nesse causa gay. Um dos primeiros embates, foi para suspender o kit gay [material contra a homofobia que seria distribuído nas escolas públicas]”, contou Roberto.

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Sobre a possibilidade de concorrer a um cargo político, Marinho afirmou que tem “esse desejo no coração. Ao ver a luta de Feliciano, cresceu a vontade de ter uma bancada cada vez mais forte, com cada vez mais políticos cristãos. Faltam deputados como Marco. Quero estar sempre ao lado de Feliciano, ajudando ele”. Roberto esclareceu que seu objetivo é lutar pela família e seu projeto politico seria sempre de acordo com as propostas de Feliciano. “Marco é meu mentor”, finalizou ele.

Marinho comentou ainda que o famoso religioso recebeu diversas propostas para concorrer ao cargo representativo mais importante do país: a Presidência do Brasil.

São inúmeras as características positivas que o assessor observa no atual presidente da CDHM: honestidade, firmeza em suas convicções, reconhecimento quando erra e capacidade de pedir perdão. “[Feliciano] não faz por fazer. Ele ama o que faz. Vai até o fim”, avaliou. Marinho acompanha Feliciano em todos os compromissos políticos e religiosos: “Onde ele prega, sou cantor oficial”.

Sobre as diversas manifestações contrárias ao seu assessorado, como a mais recente que aconteceu dentro do avião, Roberto considera que falta respeito. “Somos a favor da família natural: pai, mãe e filhos. Apesar de ser bíblico, não é só religião. É constitucional, até que se mude. Não somos contra as pessoas gays. As práticas é que são abomináveis para Deus. Nossa Igreja é frequentada por homossexuais. Alguns se converteram. Tratamos todos com maior respeito. [...] As pessoas querem respeito, mas não são respeitadas. Querem tolerância, mas não são tolerantes. A luta [LGBT] não é por direito, é por privilégios. Algo mais”, refletiu.

Roberto é músico premiado e já lançou diversos álbuns, reunidos, por exemplo, nas coletâneas Caçadores de Deus e Atmosfera de Adoração. Para saber mais sobre seu trabalho, acesse o site do pastor Marco Feliciano.

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