The Christian Post > Política|Qua, 22 Mai. 2013 13:10 PM EST

'Assistência tem que ser provisória, senão vira dependência', avalia jornalista do SBT sobre falso boato do Bolsa Família

O boato provocou longas filas e tumultos nas agências, principalmente das regiões Norte e Nordeste.

PorAdoniran Peres | Correspondente do The Christian Post

Os boatos que circularam neste último final semana sobre o fim do Bolsa Família trouxe à tona questionamento sobre a eficiência sustentável do programa social do governo federal. A jornalista âncora do SBT Brasil, Rachel Sheherazade, usou a bancada do telejornal para expressar sua indignação.

  • Rachel Sheherazade
    (Foto: Facebook/Rachel Sheherazade)
    Jornalista Rachel Sheherazade, apresentadora do SBT: conhecida pelos comentários sobre temas polêmicos.

A indignação da jornalista não é propriamente sobre o boato do fim do beneficio, mas sobre a carência de programas alternativos que profissionalize e eduque a população mais pobre, para que não fique sempre dependente do governo. “Quem vive do bolsa-família precisa subir a um outro patamar, ganhar profissionalização, conquistar seu emprego, cuidar da própria vida. Um dia o poço pode secar. É preciso, agora, aprender a pescar”.

O comentário de Sheherazade, que sempre usa a bancada do telejornal com comentários contundentes que ganham sempre milhares de compartilhamentos nas redes sociais, se deu por conta do falso boato sobre o fim do programa assistencial que levou milhares de pessoas neste sábado e domingo até as lotéricas e agências da Caixa Econômica Federal para sacarem o benefício. O boato provocou longas filas e tumultos nas agências, principalmente das regiões Norte e Nordeste. Aproximadamente R$152 milhões em caixas eletrônicos em 12 estados no Brasil.

Quanto ao boato, mesmo a presidente Dilma afirma que esse dinheiro é sagrado e que programa não vai acabar, a jornalista atenta para uma questão importante. “O boato foi mesmo maldoso. Provocou tumulto, confusão, quebra-quebra... Deixou aflitas milhões de famílias que dependem dessa ajuda do Governo. Mas, que o imbróglio sirva, ao menos, de alerta. E se a bolsa, de fato, acabasse? E se o poço, simplesmente, secasse? O que seria desses milhões sem educação, sem emprego, sem profissionalização, totalmente dependentes do poder público?"

Outro ponto destacado pela jornalista é sobre a campanha com declarações do governo destacando a eficiência do programa, na qual afirma que milhões de pessoas saíram da pobreza no Brasil. “O Governo diz que milhões saíram da pobreza extrema, mas que paradoxo! Esses mesmos milhões ainda dependem de ajudas sociais para sobreviver. Não há fórmula mágica pra vencer a miséria. Não se sai da pobreza sem trabalho, sem salário, sem ganhar, com o suor do rosto, o pão de cada dia. Assistência tem que ser provisória, senão vira dependência, senão gera parasitismo... “, diz a jornalista.

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