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Ateu é expulso da sala de aula no Paraná

Fri, Apr. 20, 2012 Posted: 11:10 AM EDT


Depois de recusar a participação nas orações que ocorriam no princípio das aulas, um adolescente de 16 anos (que não teve seu nome revelado) foi convidado a sair da classe por sua professora de inglês.

O fato ocorreu no Colégio Estadual General Carneiro, na cidade paranaense de Roncador (a 400 km de Curitiba), no último dia 12, e foi divulgado na tarde de ontem, pelo site de notícias G1.

“Ela entrou na sala e mandou todo mundo levantar para participar da oração. Eu e mais um menino ficamos sentados e ela falou pra gente se retirar da sala. Saímos e quando terminou a oração, ela nos chamou”, afirmou o jovem expulso de sala.

Toda a situação deixou o rapaz bastante constrangido. E ao chegar em casa relatou o fato ao seu tio, que se moveu a favor por também ser ateu.

O estudante, em seguida, comunicou-se com a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) através de uma rede social.

A Atea então decidiu colocar à disposição do colégio, alguns embasamentos legais que defendem a conduta de ateus e agnósticos.

Segundo a associação, o artigo 5º da Constituição Federal determina que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença”.

Além deste argumento, o grupo abordou outros dois artigos que abordam o repúdio aos atos de discriminação e a doutrina que declara a exclusão das Igrejas no poder político.

Após o ocorrido, a diretoria da escola decidiu encerrar com as orações antes das aulas, mesmo sendo um hábito natural na cidade, de acordo com um comentário da diretora.

“A cidade tem dois padroeiros e a maior parte da comunidade é religiosa. Todos são habituados a ficar em pé e rezar. (...) A professora não fez isso pra constrangê-lo ou discriminar”, disse a diretora.

O aluno afirmou que ainda é vítima de certo espanto por outros alunos, e diz querer ajudar a acabar com o preconceito contra ateus.

Luciano Portela


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