The Christian Post > Mundo|Qua, 2 Mai. 2012 11:10 AM EST

Ativista chinês que denunciou abortos em massa na China deixou a embaixada dos EUA

PorAndrea Madambashi | Repórter do The Christian Post

O ativista chinês Chen Guancheng, que denunciou abortos em massa na China, deixou a embaixada dos Estados Unidos nesta quarta-feira, onde buscou por proteção depois de fugir da prisão domiciliar, segundo as autoridades americanas.

  • Chen Guancheng
    (Foto: Reuters)
    Chen Guancheng, ativista chinês que denunciou abortos e esterilizações forçadas em cerca de 7 mil mulheres de sua província, Shandong, na China.

Depois da visita da secretária americana de Estado, Hillary Clinton à China, um acordo foi anunciado em que a China dará ao ativista garantias de que Chen e sua família poderão viver uma vida normal.

"Chen e o Governo chinês alcançaram vários acordos sobre seu futuro, incluindo a oportunidade de buscar uma melhor educação em um contexto mais seguro", assinalou Hillary em um comunicado.

Chen, um advogado autodidata que perdeu a vista aos cinco anos, irritou o governo chinês depois de haver denunciado abortos e esterilizações forçadas em cerca de 7 mil mulheres de sua província, Shandong.

Chen foi condenado a quatro anos e três meses de prisão, sentença que foi muito criticada por várias organizações de direitos humanos que consideraram que a medida seria uma vingança das autoridades por seu ativismo.

No dia 22 de abril, o advogado ativista fugiu de sua prisão domiciliar, buscando refúgio na embaixada americana, onde exigiu garantias de sua liberdade.

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Hillary, em sua visita à China para reuniões anuais importantes, anunciou o apoio do governo dos Estados Unidos, afirmando que estão comprometidos a continuar engajados com ele e sua família.

"O governo dos Estados Unidos e o povo americano estão comprometidos a continuar engajados com o Sr. Chen e com sua família nos próximos dias, semanas e anos".

Chen denunciou, em um vídeo divulgado e endereçado ao primeiro-ministro Wen Jiabao, que ele, sua esposa e filho sofreram espancamentos e outros abusos por parte de funcionários locais em sua cidade.

O governo chinês reagiu à interferência norte-americana no assunto e pediu, nesta quarta-feira, que os Estados Unidos peçam desculpas pela atitude.

"A China está muito infeliz com isso. A ação dos Estados Unidos é uma interferência nos problemas internos da China e a China não pode aceitar isso", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Liu Weimin, de acordo com a Band.

"A China exige que os Estados Unidos se desculpem e investiguem cuidadosamente este incidente, lidem com as pessoas que são responsáveis e garantam que este tipo de incidentes não ocorram novamente", afirmou.

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