The Christian Post > Política|Qua, 22 Set. 2010 12:30 PM EST

Bloco Republicano do Senado Tenta Revogar o "Não pergunte, Não Fale"

PorLawrence D. Jones | Repórter do Christian Post tradutor Thaís Martinez Gomes

Os democratas do Senado não conseguiram avançar com relação à legislação terça-feira, que revogaria as políticas de restrição de indivíduos abertamente homossexuais de servirem nas forças armadas e de restrição abortos eletivos em bases militares.

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    (Foto: AP Photo / Alex Brandon)
    Líder da Minoria do Senado, Mitch McConnell de Kentucky, direita, fala com os repórteres no Capitol Hill em Washington, terça-feira, 21 de setembro de 2010, antes da votação do Senado no projeto de autorização de defesa. A partir da esquerda estão sen. Lamar Alexander, R-Tenn., Sen. John Cornyn, R-Texas, e Sen. John Thune, R-S.D., e McConnell.

Apesar de terem anexado as disposições para a revogação do Ato Nacional de Autorização da Defesa para o Ano Fiscal de 2011, os democratas ficaram aquém dos 60 votos de que precisavam para encerrar o debate sobre a lei.

A votação resultada em 56-43 na terça-feira também foi um golpe para os ativistas pró-gays que pediram para ver a política do "Não pergunte, Não Fale" revogada antes das eleições de novembro. Se os democratas perdem cadeiras nas eleições, como muitos prevêem, a revogação dessa política poderia ser ainda mais difícil - senão impossível - no próximo ano.

O projeto de lei de defesa, que tradicionalmente passa com apoio bipartidário, deve agora esperar para ser trazido novamente após as eleições e cair em um debate mais aprofundado antes de passar para a mesa do presidente. O coração do projeto é a autorização de 726 bilhões de dólares em gastos de defesa, que inclui um aumento de salário para as tropas.

Além de todos os senadores republicanos, a votação de terça-feira recebeu "nays" de senadores democratas Blanche Lincoln Mark Pryor e de Arkansas, bem como do líder do Senado Harry Reid (D-Nev.), que mudaram de voto como uma tática processual. Segundo as regras do Senado, que permite depositar seu voto com a maioria do Senado Reid para reavaliar o projeto de lei em data posterior, se ele quiser.

Os democratas também falharam diante da Corte por causa de dois senadores republicanos do Maine - Olympia Snowe e Susan Collins - que se opõem à DADT. Apesar de sua oposição, os senadores se posicionaram com os republicanos, tendo ambas ditas anteriormente que eles gostariam que o Senado procedesse a um debate amplo e aberto sobre o projeto de lei de autorização da Defesa.

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Snowe também questionou a causa de o Senado votar a revogação da DADT antes que os militares concluíssem o seu relatório sobre o potencial impacto de tal mudança com a política da era Clinton.

"Devemos todos ter a oportunidade de rever o relatório que deverá ser concluído em 1º de dezembro, como reavaliar esta política e a execução de quaisquer novas mudanças," expressa Snowe em um comunicado.

O Secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, havia aconselhado os membros do Congresso a esperarem até depois do Pentágono para proferirem suas opiniões - em 1º de dezembro - antes de mudar a política.

Na semana passada, no entanto, Reid fez sinal para encerrar o projeto de lei da câmara de Autorização de Defesa, na esperança de avançá-lo antes das eleições e a sessão lame-duck (intervalo de inatividade legislativa).

As disposições atraíram a forte oposição de grupos conservadores, incluindo o Conselho de Pesquisa da Família (Family Research Council) e a Comissão de ética Religiosa da Convenção Batista do Sul, que disse que a revogação da DADT afetaria as forças norte-americanas, enfraqueceria a moral das tropas, e obrigaria os capelães incontáveis a deixarem os serviços.

Uma emenda ao projeto de lei, recebeu também oposição, embora não tão forte. Ela permite abortos eletivos em instalações militares nos Estados Unidos e no exterior.

Richard Land da ERLC disse que derrubar a lei anti-aborto equivaleria a transformar os hospitais militares dos Estados Unidos em fábricas de aborto.

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