Depois dos ataques aos Cristãos neste domingo, que deixou mais de 50 mortos, o grupo islamita Boko Haram reivindicou a autoria nesta segunda-feira.
(Foto: Reuters)Um carro queima depois da explosão de uma bomba na Igreja Católica de Santa Teresa em Madalla, Suleja, na Nigéria, em 25 de dezembro de 2011.
Os ataques atingiram três igrejas no norte da Nigéria e provou a represália de Cristãos em uma nova onda de violência.
"Alá nos deu a vitória nos ataques lançados contra igrejas (das cidades) de Kaduna e Zaria que provocou a morte de muitos cristãos e membros das forças de segurança", declarou em uma mensagem veiculada na internet Abul Qaqa, porta-voz do grupo islamita.
O grupo justifica que os ataques foram em resposta às “atrocidades cometidas contra os muçulmanos”, suopostos assassinatos de muçulmanos ocorridos em algumas partes do país.
Segundo a nota, os cristãos devem 'se converter ao Islã ou aceitar que a guerra foi declarada'.
De acordo com a polícia, o número de mortos foi de 16, mas testemunhas relatam que o número tenha chegado de 40 a 48 pessoas. Isso inclui 11 falecidos em represálias de jovens cristãos.
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Os terroristas provocaram explosões por suicidas que detonaram veículos carregados de explosivos e tiveram como alvo a catedral católica de Cristo Rei e a igreja evangélica da Boa Nova, em Zaria, e a igreja Shalom, em Kaduna.
Depois dos ataques, multidões de cristãos revoltados saíram em represália contra muçulmanos em um subúrbio na cidade de Kaduna, queimando automóveis, atacando mesquitas e agredindo pessoas suspeitas de serem das etnias hausa e fulani.
Logo depois, o governo de Kaduna ordenou o toque de recolher de 24 horas em todo o estado, com patrulhamento de soldados e policiais.
Na semana anterior, o porta-voz do grupo Boko Haram assumiu responsabilidade do ataque contra duas igrejas na região central e nordeste da Nigéria, que deixou pelo menos cinco mortos.
A seita radical quer impor a lei islâmica no país. O país está dividido em um norte de maioria muçulmana e sul de maioria cristã.
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