The Christian Post > Política|Qui, 28 Fev. 2013 13:47 PM EST

Câmara dos Deputados aprova fim de 14º e 15º salários

PorSarah Curty | Correspondente do The Christian Post

Deputados federais aprovaram nesta quarta-feira, por unanimidade, o Projeto de Decreto Legislativo 569/12, que acaba com o benefício de ajuda de custo a parlamentares dado todo fim e início de cada legislatura, ou seja, duas vezes ao ano. Os 14º e 15º salários, como são conhecidos, geraram um custo de mais de R$30 milhões para as Casas em 2012.

  • câmara dos deputados
    (Foto: Divulgação)
    Câmara dos Deputados

O texto ainda mantém dois benefícios financeiros aos parlamentares, um no início e outro no fim do mandato (quatro anos para deputados e oito anos para senadores) para custear despesas de mudança. De acordo com a assessoria da Câmara, no caso de deputados que moram no Distrito Federal, o benefício é mantido, mas muitos abrem mão. Além disso, ajudas de custo como passagens aéreas, plano de saúde, correspondências e telefone serão mantidas.

A proposta, de autoria da senadora licenciada e atual ministra-chefe da Casa Civil Gleisi Hoffman (PT-PR) será enviada para promulgação do presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN) afirmou, ao final da sessão, que o fim dos salários extras “é o cumprimento cívico do dever desta Casa. Foi um momento que passou. Essa Casa, por unanimidade, portanto, encerrou esse episódio e virou essa página”.

O consenso, no entanto, foi considerado forçado, já que Henrique Alves tem o interesse de mudar a imagem da Casa desde quando assumiu a presidência da Câmara em 4 de fevereiro. Segundo ele, a aprovação dessa medida é necessária para ajudar a aproximar a sociedade do Congresso Nacional. “Essa Casa pode ter pecados, pode ter seus equívocos no voto sim ou não, mas a omissão é indesculpável”, afirmou o deputado.

Outros parlamentares discursaram a favor da votação. “O fim do 14º e 15º salários é uma reverência à sociedade que trabalha no País”, disse Rubens Bueno (PPS-RS). “Não é com uma boa agência de publicidade que vamos mudar a imagem dessa Casa, é com posturas como essa”, afirmou Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Newton Cardoso (PMDB-MG) foi o único a se manifestar contra a medida. “Estão votando com medo da imprensa. É uma deslealdade com os deputados que precisam. Não falo por mim, abri mão. Pago caro para trabalhar aqui”, reclamou.

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