The Christian Post > Cotidiano|Qui, 9 Mai. 2013 12:02 PM EST

Cantor Waguinho e fiéis da igreja defendem Marcos Pereira: 'isso é para prejudicar a imagem do pastor'

Na delegacia, o pastor recebeu apoio dos fiéis que passaram a noite do lado de fora

PorAdoniran Peres | Correspondente do The Christian Post

O pastor e cantor Waguinho, um dos membros da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), diz acreditar que denúncias contra o pastor Marco Pereira, acusado de abusar sexualmente fiéis da igreja, são de ordem política com objetivo de prejudicar imagem do pastor. O cantor gospel, que esteve acompanhando do pastor Marcos Pereira na noite desta terça-feira (7), na Delegacia de Combate as Drogas (DCOD) no Rio de Janeiro, defende o pastor dizendo que “todos que convivem com o pastor sabe que ele é uma pessoa do bem”.

  • pastor Marcos Pereira da Silva
    (Foto: Assembleia de Deus dos Últimos Dias)
    Pastor Marcos Pereira da Silva da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.

O cantor também defendeu o trabalho de ressocialização feito pelo pastor Pereira com criminosos e viciados em drogas e acusa que José Junior, líder do AfroRaggae, de levar dinheiro do governo, enquanto trabalho da igreja é feito por amor. José Junior acusa o pastor Pereira de ter também ligações com o crime organizado. “Isso tudo começou por causa daquele José Júnior, que trabalha ganhando R$ 80 milhões do governo, enquanto a gente ressocializa as pessoas por amor, sem ter nenhuma vantagem com isso. Nós sabemos quem é do mal, sabemos quem engana”, disse Waguinho, segundo informações do portal Extra.

O cantor Waguinho diz que as acusações contra o pastor têm como objetivo prejudicar a imagem de Marcos Pereira. “Foi uma prisão feita já numa hora adiantada, para que acontecesse isso aqui, para que a imprensa soubesse. A principal intenção é o escândalo, é denegrir a imagem do pastor.” 

Marcos Pereira, que é também um dos líderes da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso na noite desta terça-feira (7) na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, ele teria abusado sexualmente de seis fiéis, sendo três ainda menores de idade. Na manhã desta quarta-feira (8), Marcos foi transferido da delegacia para a penitenciária de Bangu 2, no Complexo de Gericinó. Na delegacia, o pastor recebeu apoio dos fiéis que passaram a noite do lado orando e alguns chegaram a entrar para fazer orações junto com ele.

As vítimas, que acusam o pastor Marcos Pereira de abuso sexual, contaram que o pastor promovia orgias e abusos sexuais como se estivesse salvando as pessoas de espíritos do mal. A primeira denúncia, segundo informou a polícia, teria sido feita há um ano. Os supostos abusos aconteciam na sede da igreja, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e em uma residência da ADUD, onde moravam cerca de 30 seguidoras da seita.

Entre as acusações contra o pastor, uma vítima afirma ter sido violentada com idade entre os 14 e 22 anos e ao se tornar seguidora do pastor foi criticada pela família. A jovem deixou sua casa e mudou para uma residência localizada na igreja logo após o pastor aconselhar que as críticas eram influência do diabo.

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Em outro depoimento prestado no dia 15 de abril de 2013, a vítima conta que antes dos estupros o pastor dizia que via na jovem “um espírito lésbico” e os abusos viam após algumas conversas. A mesma vítima conta que o pastor Marcos também levava outros membros da ADUD para participar dos atos sexuais e, algumas vezes, houve a participação de um garoto de programa. A vítima afirma ainda que o pastor tinha preferência em fazer sexo anal.

Entre outras acusações, Marcos Pereira é apontado como quem não usava preservativos nas relações sexuais e quando acontecia gravidez o pastor mantinha um médico para realizar abortos.

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