The Christian Post > Cristianismo|Qui, 20 Nov. 2014 16:39 PM EST

Casamento deve ser ensinado e reconstruído pelas igrejas, e não apenas defendido

Conferência exorta líderes para mudarem suas prioridades sobre o matrimônio

PorStephanie Samuel | Repórter do The Christian Post tradutor Alexandre Correia

Um comitê de líderes cristãos falou sobre o atual estado do casamento e da visão distorcida que os jovens têm do seu significado, durante uma conferência sobre Ética e Liberdade Religiosa, a ERLC, em Nashville, no estado americano do Tennesee.

  • casamento
    (Foto: Organização/morguefile.com/archive)
    Casamento é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade.

A geração de hoje tem "uma visão e um entendimento romantizados do casamento, onde o casamento é basicamente a confirmação para fins legais do amor romântico entre duas pessoas com algum tipo de compromisso”, disse Trevin Wax, editor do The Gospel Project.

Wax declarou que esta definição não apenas domina a cultura popular, mas pensa que “esse tipo de compreensão limitada de casamento já prevalece nas igrejas evangélicas”.

Os palestrantes explicaram que a única maneira de combater este "entendimento limitado" é que as igrejas comecem a ensinar e re-ensinar o que o amor e o casamento significam no contexto bíblico e na sociedade.

"É hora de começar a reconstruir o casamento. Pare de defendê-lo e passe a reconstruí-lo", afirmou John Stonestreet, membro do “Centro Chuck Colson de Visão Cristã”, aos conferencistas. "Não há mais o que defender a nível cultural", acrescentou.

Embora as pesquisas tenham mostrado que muitos solteiros desejam se casar, os participantes concordaram que a ideia romântica do que é o casamento, leva muitos jovens a evitar se comprometer até adiar o matrimônio.

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Lindsay Swartz, gerente do TrueWomen.com, blog de mulheres cristãs, explicou que muitos são tão obcecados em encontrar o amor romântico que eles têm medo de “apertar o gatilho", porque "eles não querem se comprometer com algo, porque coisa melhor pode vir e eles não querem se prender”.

Filhos de pais divorciados também tendem a adiar o casamento, disse Stonestreet.

Ele opinou dizendo “Eu acho que uma das razões por que o casamento tem diminuído é porque você tem alguns jovens bem intencionados, mas que já passaram pelo trauma – e eles vão usar essa palavra – de um divórcio quando eles eram crianças e não querem cometer esse erro. E embora eles evitem, acabam reforçando a visão romântica de casamento – por isso eles estão indo morar juntos antes de se casar, como que fazendo um teste, e vão estender isso até ter certeza que o que sentem um pelo outro vai ser o suficiente para sustentar essa relação a longo prazo. Então, ao invés de enxergarem que, parte da cultura do divorcio é devida a essa versão (romantizada) do casamento, eles estão na verdade se agarrando ainda mais a esses conceitos enquanto tentam não cometer os erros de seus pais”.

Aqueles que são casados não têm noção das responsabilidades pessoais e sociais que vêm com essa união, disse ele. Cera observou que entre as gerações mais velhas, o casamento foi "orientado para a procriação", bem como a estabilidade da família e do bem comum.

As novas gerações, acredita ele, afastaram-se dessa noção e migraram para uma visão mais pessoal e individual.

"A destruição de nosso entendimento do matrimônio e da família tem consequências reais para os nossos filhos, a nossa economia e para o futuro da sociedade como um todo." disse Eric Teetsel, diretor-executivo da Manhattan Declaration (organização que defende a Vida, o casamento e a liberdade religiosa). Teetsel disse que estudos científicos mostram que crianças ficam melhores em uma casa com mãe e pai biológicos. Quando as crianças são criadas sob um conjunto diferente de circunstâncias, isso custa aos contribuintes "bilhões e bilhões de dólares" para subsidiar essas famílias desestruturadas.

Os conferencistas concordaram que a melhor solução é o ensino. Cera repreendeu os líderes de igreja por não alcançarem os solteiros em suas congregações. "Nós agora vivemos em uma cultura, e acho que as estatísticas mostram isso, que existem mais pessoas solteiras do que o contrário, especialmente em ambientes urbanos, e principalmente quando você olha para as gerações mais jovens. A igreja tem sido lenta para combater essa realidade, porque não é para isso que nos preparamos”, disse ele.

Ambos Swartz e Stonestreet exortaram a Igreja a dar aos jovens uma visão de matrimônios duradouros e fiéis. "Gostaria de dizer para as igrejas ensinarem e servirem de modelo.. e convidar solteiros e jovens casais para orarem por ele[o casamento]", aconselhou Swartz.

"Uma das coisas que fazemos na igreja é que dividir a todos por idade", disse Stonestreet. "Uma forma de dar o exemplo (de um casamento bem-sucedido) é juntar essas pessoas”.

Stonestreet, Cera, Swartz e Teetsel falaram durante uma palestra intitulada "Os jovens e o casamento: Avaliando a visão das novas gerações sobre sexualidade e o matrimonio", A discussão foi uma das várias sobre o Evangelho, a homossexualidade e o futuro do casamento organizada pela ERLC.

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