The Christian Post > Mundo|Sex, 27 Abr. 2012 13:52 PM EST

Caso Sean Goldman: garoto concede entrevista pela 1ª vez

PorLuana Santiago | Correspondente do The Christian Post

O menino Sean Goldman envolvido em disputa jurídica entre seu pai americano e a família de sua falecida mãe brasileira, concedeu sua primeira entrevista ontem, após ter deixado o Brasil em dezembro de 2009.

  • Sean Goldman
    (Foto: Reuters)
    Sean Goldman chega à embaixada americana com seu padrasto João Paulo Lins e Silva no Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 2009.

Sean veio dos Estados Unidos para o Brasil com sua mãe, Bruna, em 2004 para passar férias, que logo depois pediu a separação e ganhou a guarda do menino. Porém em 2008, Bruna morreu durante o parto de sua filha do segundo casamento, e a partir daí deu-se início a uma briga judicial internacional entre o pai e família da mãe.

O caso começou na Justiça estadual do Rio e depois passou para a jurisdição federal. Goldman argumentou que o Brasil violava uma convenção internacional ao negar seu direito à guarda do filho. A justiça brasileira ordenou a entrega do menino na época com nove anos ao pai biológico.

Em entrevista recente à TV americana NBC, o menino diz que seu pai, David Goldman, é "seu melhor amigo." "Outros pais podem ser só pais. Mas ele é mais que um pai", afirma Sean hoje com onze anos.

A família brasileira, na época, alegou “razões socioafetivas”, o que inclui a convivência com sua meia-irmã, Chiara, ele deveria permanecer no país, ao qual já estava adaptado. O pai, David Goldman, e a família da mãe, Bruna Bianchi, disputaram a guarda de Sean judicialmente por um ano e meio.

Inteirada da entrevista, Silvana Bianchi, avó materna de Sean disse que a considera"uma crueldade" e que não quer ver a entrevista.

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"Não cheguei a ver e nem quero ver. Fiquei sabendo da reportagem por jornalistas, que me relataram alguns trechos do que o Sean teria dito na entrevista. Eu me reservo ao direito de não assistir porque eu acho isso uma crueldade. Eu acho que é uma exposição", afirmou em entrevista ao g1.globo.com.

"Há um ano e meio que eu não tenho uma palavra do meu neto, nenhuma palavra, nem e-mail nem telefonema. O menino está totalmente bloqueado junto ao pai. Se ele já tem tudo isso que ele mais desejava na vida, por que continua essa exposição dessa criança na imprensa? Eu acho isso uma crueldade, por isso que eu não quero ver", disse na mesma matéria.

A avó de Sean ainda recorre, no Supremo Tribunal Federal, da decisão judicial que concedeu a guarda para o pai permitindo levá-lo aos Estados Unidos. Sem data definida o plenário do tribunal deve analisar o caso.

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