The Christian Post > Cristianismo|Sex, 6 Jun. 2014 08:46 AM EST

China cresce com o cristianismo, mesmo perseguido, conforme relata palestra

Especialistas discutiram o crescimento do cristianismo na República Popular da China

PorHamlet Kim | Repórter do The Christian Post tradutor Alexandre Correia

Apesar de recentes ataques do governo comunista chinês a comunidades cristãs, o cristianismo continua a crescer rapidamente na República Popular da China.

  • Bandeira da China
    (Foto: Reuters)
    Bandeira da China.

Esta foi a constatação foi mostrada em uma palestra intitulada "O Cristianismo na China: Uma Força de Mudança?" - Patrocinada pela Brooking Institutions na última terça-feira (3). Especialistas discutiram o crescimento do cristianismo, especialmente a partir de 1989, após a famosa repressão contra manifestantes na Praça Tiananmen.

Carsten Vala, professor assistente no Departamento de Ciência Política da Loyola University Maryland, e um dos palestrantes, disse ao The Christian Post como os cristãos chineses veem as recentes ações contra eles.

"Os líderes cristãos chineses olham para isso como se fosse um tipo de prova, aqueles que não são cristãos verdadeiros deixarão as igrejas; os chamados cristãos de domingo", disse Vala.

"Os realmente comprometidos, fiéis devotos, serão cada vez mais fortalecidos em sua fé por estes 'ventos de perseguição’ e honestamente, os edifícios da igreja podem ser demolidos, mas isso não significa que as congregações se dispersaram”, complementa.

Realizado no Auditório Falk, a conferência contou com duas discussões sobre o cristianismo na China, focando em temas como a situação sócio-política do cristianismo no país asiático e como o cristianismo está influenciando a sociedade civil.

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Além de Vala, o primeiro grupo de oradores contou com Liu Peng, professor do Instituto de Estudos Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais; o Rev. Zhang Boli, pastor líder da Washington Harvest Chinese Christian Church; e Richard Bush, o diretor e pesquisador sênior do Instituto Brookings 'Centro de Estudos Políticos da Ásia Oriental, que moderou a primeira palestra.

"Eu também estou muito interessado neste assunto, porque é uma questão-chave para a compreensão da dinâmica do Estado e da sociedade na China", disse Bush.

"Não importa se você é ou não, a sobrevivência da crença religiosa e da fé na China entre 1949 e 1979 é realmente uma das histórias mais inspiradoras que alguém poderia encontrar", acrescentou.

Bush também disse aos reunidos que achava apropriado fazer a ligação do crescimento do cristianismo na China com os protestos de Tiananmen, “porque ambos eram uma resposta ao vácuo político e moral na China no período pós-Mao".

Vala fez uma apresentação para os participantes do evento no auditório sobre sua pesquisa entre as comunidades cristãs chinesas durante a década de 2000. Focando principalmente no cristianismo protestante, Vala observou que um grande grupo entre cristãos chineses é composto de pessoas jovens, bem educadas, e que são crentes há pouco tempo.

Vala disse ao CP que, em contraste com os seus homólogos americanos, igrejas protestantes e católicas na China raramente cooperam em assuntos como ativismo, pois elas possuem fronteiras bem definidas.

"As palavras para o cristianismo, usadas por protestantes e católicos são diferentes. Mesmo as palavras que eles usam para Deus é diferente, é como se fossem religiões diferentes", disse Vala.

"Portanto, há muito pouca cooperação. Mas já há alguma aprendizagem. Os católicos têm aprendido sobre os protestantes e seu trabalho em missões, com os próprios protestantes".

Na época um ativista de direitos humanos, que estava presente em Tiananmen em 1989, o Rev. Boli falou através de um intérprete sobre a perseguição mais recente aos cristãos no país comunista.

E forneceu fotos e descrições das igrejas, incluindo aquelas no governo, que primeiro tiveram suas cruzes removidas pelo governo e, em seguida, foram demolidas.

Zhang observou esta repressão ocorrendo tanto nas igrejas oficiais, como nas "igrejas domésticas", que não são registradas e funcionam de maneira clandestina.

"Recentemente, temos visto algumas mudanças na política do governo chinês em relação à religião", disse Boli através do intérprete. "A razão que os levou a decidir fazer essas mudanças é porque o cristianismo está crescendo muito, muito rapidamente na China".

Quando perguntado pelo Christian Post o que as igrejas americanas poderiam fazer para ajudar o cristianismo chinês, Vala respondeu que havia duas coisas importantes.

"Eu acho que a primeira coisa a fazer é aprender mais sobre a diversidade da igreja. Enquanto algumas igrejas estão prosperando outras estão sendo perseguidas", disse primeiramente Vala.

"Em segundo lugar, eu acho que as igrejas podem desenvolver conexões diretas com os líderes da igreja e apoiá-los, ajudando com a escassez de pastores qualificados e, é claro, eles podem, naturalmente, orar pelas igrejas", apontou em seguida.

De acordo com registros do governo chinês, há cerca de 33 milhões de cristãos na República Popular. Dadas as muitas "igrejas domésticas" não registradas no país, muitos acreditam que o número real seja muito maior.

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