A conexão 4G será implementada em breve no Brasil, mas executivos das principais operadoras do país já anteciparam que o produto sairá caro para chegar ao consumidor.
As quatro maiores companhias do país prometeram que pretendem cumprir as metas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para implementar o 4G nas seis cidades da Copa das Confederações (Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza) até abril do próximo ano, segundo o jornal Estadão. Porém, apesar dos esforços, alguns obstáculos podem complicar a venda do 4G no Brasil, como o preço e a instalação de antenas apropriadas para captar a conexão.
O presidente da Oi, Francisco Valim, relatou que o serviço oferecido atualmente pelo 3G pode triplicar o custo com a inserção do 4G. Valim apontou que um smartphone com tecnologia 3G vale por volta de R$ 1 mil, no Brasil, enquanto o dispositivo com tecnologia 4G poderá custar aproximadamente R$ 3 mil. Ele ainda lembra que fora do país, o smartphone 4G custa entre R$ 600 e R$ 800.
Já o presidente da Vivo, Antônio Carlos Valente, destaca a questão da quantidade insuficiente de antenas para as exigências da cobertura 4G. Segundo ele, há algum impedimento para distribuir a nova estrutura.
"Temos tido muita dificuldade para licitar novas torres. Precisamos claramente passar à sociedade que o serviço não existe sem novas antenas. Não dá para expandir o tráfego e explorar novas frequências sem novas estruturas", afirmou Valente.
O presidente da Claro, Carlos Zenteno, também comentou sobre o preço. E sem apontar valores exatos, comentou que o 4G será caro e ficará acessível apenas paras as classes A e B a princípio.
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Zenteno revelou também que a empresa já trabalha em uma avaliação das empresas que fornecerão o componente no Brasil. "Já estamos fazendo testes com diferentes fornecedores para escolher o melhor para cada área do País. Podemos até trazer fornecedores novos para o Brasil", comentou.
De acordo com Zenteno, a nova tecnologia surpreenderá os usuários e trará uma evolução em larga escala para a conexão móvel. "A velocidade real também vai ser muito maior. O cliente poderá se conectar com um tablet 4G que ainda será lançado no mercado nacional, e o download de um filme será muito mais rápido. Será uma mudança muito grande", acrescentou ele.
Por fim, o presidente da TIM Mario Girasole, questionou o alto valor dos preços mínimos das áreas de cobertura lançados pela Anatel. Girasole registrou que a Tim já negocia com fornecedores e que irá seguir o prazo para a implementação da nova tecnologia.
A nova conexão 4G é uma evolução que é aguardada para adaptar-se à tecnologia dos lançamentos mais recente da Apple e da Samsung, que já vem compatíveis com este recurso, no iPhone 5 e no Samsung Galaxy S3.

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