The Christian Post > Mundo|Qui, 21 Fev. 2013 12:51 PM EST

Colunista da Veja defende liberdade de expressão de Silas Malafaia e ataca direção da Avaaz

PorSarah Curty | Correspondente do The Christian Post

Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja, publicou na última terça-feira, 19, suas opiniões a respeito das petições criadas pelo site Avaaz a favor e contra a cassação do registro de psicólogo do pastor e líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia.

  • reinaldo azevedo
    (Foto: Veja)
    Reinaldo Azevedo, colunista da Veja, critica Avaaz, site de abaixo-assinado e seu presidente, Pedro Abramovay, pela retirada da petição em favor da "Não" cassação do registro de psicólogo do pastor Silas Malafaia.

O site Avaaz é gerenciado no Brasil por Pedro Abramovay, ex-secretário nacional de Justiça que foi demitido pela presidente Dilma Rousseff por defender a não prisão de “pequenos traficantes”. Uma das petições mais bem-sucedidas do site é a que pede o impeachment de Renan Calheiros, presidente do Senado.

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Sobre Abramovay, Azevedo o descreve como "petista mesmo sem ser filiado ao partido" e isso mostra que “parte da pressão para derrubar Renan Calheiros – ainda que isso possa ser justo – parte do próprio... PT”. “Se Abramovay é filiado ou não ao partido, isso é irrelevante. O fato é que se trata de um seu fiel servidor”, completa Azevedo em seu artigo.

Azevedo ainda aponta que Abramovay defendeu a descriminalização do consumo de drogas “num tempo em que o país se vê às voltas com o flagelo do crack”, afirmou que o Brasil prende demais e insinuou uma ligação entre o Primeiro Comando da Capital (PCC, uma facção criminosa paulista) e o governo de São Paulo.

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“Vejam que não acuso este rapaz de cometer crime nenhum. É possível alimentar ideias moralmente dolosas, pelas quais não se pode nem se deve ser punido. Mas o debate? Ah, esse tem de ser feito”, repreende Azevedo.

É essa pessoa, afirma o colunista, que dirige o site de petições Avaaz e retirou do ar a petição criada por Ricardo Rocha pela não cassação do registro de psicólogo do pastor Silas Malafaia.

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O colunista afirma que não concorda com algumas opiniões do pastor Malafaia, especialmente no que diz respeito ao fato de que Malafaia acreditar “que homossexuais possam ser reorientados”. “Eu não acredito. As pessoas são o que são – e acho que permanece um mistério a causa. Acho, sim, que cada indivíduo pode disciplinar a sua sexualidade e, então, fazer escolhas”, completa Azevedo.

No entanto, ele destaca o ponto de convergência de opiniões “ambos somos defensores radicais da liberdade de expressão e críticos severos do tal PLC 122 (a suposta lei anti-homofobia), que, se aprovado, pode mandar alguém para a cadeia por motivos meramente subjetivos”.

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Apesar das divergências, Azevedo defende Malafaia ao afirmar que “proibir que psicólogos atuem na 'reorientação' junto àqueles que, voluntariamente, queiram se submeter a ela é uma violência antidemocrática, que fere a Constituição”. Ele afirma que entende como absurdo que o Conselho de Psicologia queria interferir na relação entre paciente e psicólogo.

“Não existe isso em nenhum lugar do mundo!!! 'Ora, Reinaldo, a Organização Mundial de Saúde não considera a homossexualidade uma patologia…' E daí? Ter o nariz torto, grande demais, pequeno demais ou o queixo arrebitado não são patologias também. Mas as pessoas podem estar infelizes com isso. Há gente que sofre porque é bonita demais, rica demais, famosa demais, essas coisas que, à primeira vista, parecem desejáveis aos feios, aos pobres e aos anônimos… O mundo é complexo”, argumenta Azevedo.

A relação entre Abramovay e a petição a favor de Malafaia, aponta o colunista, é um retrato de uma sociedade "totalitarista" e "antidemocrática". E questiona o fato de que a petição contra o pastor, criada sob o argumento de que suas opiniões sobre homossexualidade e a “reorientação” de pacientes vão contra o que determina o Conselho Federal de Psicologia, não ter sido tirada do ar. Já a que vai a favor do pastor foi cassada. 

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Em um comunicado ao criador da petição a favor de pastor Silas Malafaia, a Avaaz diz:

"Obrigado por criar uma petição no site da Petições da Comunidade da Avaaz. Como está dito nos nossos Termos de Uso, nós somos uma comunidade não lucrativa baseada em valores e 100% financiada por pequenas doações de nossos membros. Como resultado, nós somos requeridos por lei e pela nossa comunidade a apenas promover campanhas que visam a nossa missão. Para ter a certeza de que estamos fazendo isso, nós enviamos petições para nossa comunidade todos os dias para pesquisar e checar se elas são apoiadas pela comunidade ou não."

"Infelizmente, a maioria dos membros da Avaaz não apoiaram sua petição e, seguindo nossos Termos de Serviço, tivemos que removê-la de nosso site. Nós sentimos muito por isso e esperamos que isso não impeça sua participação ou criação de outras campanhas."

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Azevedo questiona se a comunidade consultada pela equipe da Avaaz concorda com a missão em “cassar registros profissionais de pessoas das quais a 'comunidade do site' discorda”. Ele ainda afirma que, se existe alguma transgressão, essa transgressão vem dos criadores da “petição que demoniza Silas Malafaia. Trata-se de uma agressão dupla: à sua formação de psicólogo e à sua condição de pastor”.

“O que é certo é que o Pedro Abramovay, o chefe de 'campanhas' da entidade [Avaaz] no Brasil, acaba de desmoralizá-la. Não duvidem: se os que querem cassar Malafaia tivessem ganhando de goleada, a outra petição não teria sido retirada. É que, no jogo de que Abramovay é 'árbitro', só um lado pode vencer”, assegura Azevedo.

O colunista aponta que esse caso faz da Avaaz não um site que dá voz aos interesses e opiniões da sociedade civil, mas “num grupo de pressão que tem uma agenda política como é o petista, pouco importa se só de coração ou também de carteirinha, Pedro Abramovay. A democracia de um lado só é a forma mais virulenta de ditadura".

Para Reinaldo Azevedo, o site de petições perdeu sua credibilidade ao ter Abramovay como diretor e ganhou em desrespeito pelo cidadão brasileiro. “Eu não esperava outra coisa de uma entidade comandada por Pedro Abramovay ou que o tem como 'diretor de campanhas'”, finaliza.

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