The Christian Post > Opiniões|Seg, 20 Mai. 2013 10:33 AM EST

Como responder a ataques verbais

Nem sempre o silêncio é a melhor resposta

PorCiro Sanches Zibordi | Colunista Convidado do The Christian Post

Há algum tempo, li a obra Como se Defender de Ataques Verbais, de Barbara Berckhan (Sextante), um livro sucinto, objetivo, inspirativo, agradável, mas que não me apresentou nenhuma novidade quanto a defender-se de ataques verbais. Afinal, há milhares de anos, um rei de Israel chamado Salomão apresentou praticamente todos conselhos da autora.

  • Ciro

Mas, grosso modo, como devemos nos comportar ante ataques verbais? Em Provérbios 26.4,5 vemos dois preciosos conselhos do aludido rei: “Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também te não faças semelhante a ele. Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus olhos”.

No jogo de palavras acima - em que Salomão parece se contradizer - está a chave para se defender de ataques verbais. De acordo com o versículo 4, não devemos responder ao tolo da mesma maneira que ele, como que se colocando no mesmo nível dele. Isso se coaduna com o que está escrito em 1 Pedro 3.15: “estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. Por exemplo, se alguém o atacar de modo zombeteiro e maldizente, você não deve responder-lhe com zombaria ou xingamentos.

O versículo 5, por sua vez, que parece contrariar o conselho contido no versículo 4, apresenta, na verdade, o segundo passo a ser dado por quem sofre um ataque verbal. Tendo em mente a instrução de não responder ao tolo segundo a sua estultícia - isto é, de modo contencioso, escarnecedor, irascível, etc. -, leia o versículo 5 na versão bíblica espanhola de Casiodoro de Reina: “Responde al necio como merece su necedad, para que no se estime sabio en su propia opinión”.

Lembra-se do diálogo entre o Mestre dos mestres e a mulher de Samaria, registrado João cap. 4? Quando a samaritana, aparentando irritação com a abordagem do Senhor, que lhe pedira água, o agrediu com palavras, o que Ele fez? Jesus podia ter virado as costas para ela, mas Ele preferiu não lhe responder segundo a sua tolice. Por outro lado, paradoxalmente, Ele lhe respondeu segundo - ou como merecia - a sua insensatez.

Fico pensando: Como nós responderíamos a esta pergunta: “Como sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou samaritana?” É possível que alguns de nós dissessem àquela mulher samaritana: “OK. Então fique com a sua opinião, que eu fico com a minha, sua ignorante”. Mas o Mestre deu à mulher a resposta que ela merecia: “Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva”.

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Como devemos, então, responder ao tolo, àquele que nos ataca verbalmente? Se ele falar o que quiser, sem que as suas ideias errôneas sejam refutadas, pensará que é sábio. Por isso, devemos lhe responder, mas sem descer ao nível dele. A nossa argumentação em relação aos tolos deve ser amigável, amistosa, sem contender com ele (cf. 2 Timóteo 2.24-26), pois o que o tal mais deseja é que nos irritemos com as suas provocações. Sejamos, portanto, sábios, “remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef 5.16).

Ciro Sanches Zibordi é pastor, escritor, articulista, palestrante em escolas bíblicas. Autor dos best-sellers “Erros que os pregadores devem evitar” e “Erros que os adoradores devem evitar”das obras, além de “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes S/A”, “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer” e “Teologia Sistemática Pentecostal”. Acesse este link para obter maiores informações sobre os livros.
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