The Christian Post > Política|Sab, 28 Ago. 2010 02:05 AM EST

Cristãos Afro-Americanos Debatem Aborto como Problema de Direitos Civis

PorAudrey Barrick | Repórter do Christian Post tradutor Nelson Azevedo

A sobrinha do Dr. Matin Luther King Jr, está confrontando seus companheiros cristãos afro-americanos que a acusaram de ter tomado o movimento dos direitos civis para sua própria agenda política - somente para proteger bebês não-nascidos.

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    (Foto: AP / Constituição do jornal de Atlanta, Chris Dunn)
    Dr. Alveda King, a sobrinha de Martin Luther King, Jr., fala da Organização Nacional de manifestação sobre casamento no estado da Geórgia, no edifício do Capitólio, em sábado, 8 de agosto de 2010. A sobrinha do Dr. Matin Luther King Jr, está confrontando seus companheiros cristãos afro-americanos que a acusaram de ter tomado o movimento dos direitos civis para sua própria agenda política - somente para proteger bebês não-nascidos.

"É absolutamente ridículo que defensores do aborto acusem um parente sanguíneo de Dr. King de ter tomado o seu legado," disse Dr. Alveda King numa declaração quinta-feira. "Meu pai e tio deram suas vidas para assegurar que o dia chegaria no qual negros seriam julgados não por sua cor, mas sim pelo conteúdo de seu caráter. Se eles estivessem aqui, eu sei que ficariam do meu lado nessa luta pelas vidas daqueles que são mais vulneráveis entre nós."

Seus comentários foram respostas às declarações feitas pela Coalizão Religiosa para Escolha Reprodutiva numa conferência de imprensa quinta-feira. A coalizão denunciou o "direito religioso" para "rebaixar clínicas que oferecem aborto, anticoncepcional e serviços de saúde reprodutivos."

"Isso insulta a inteligência e valores dos afro-americanos e é uma ofensa para mulheres que tomam decisões morais conscienciosas sobre gravidez," disse Reverendo Dr. Carlton W. Veazey, presidente e CEO da coalizão.

A coalizão também criticou a iminente Reunião de Restauração de Honra, liderada por Glenn Beck e o evento de Alveda King, "Passeios a Liberdade Para Os Que Vão Nascer," como algo que estaria insultando e sendo contrário aos ideais de justiça, liberdade e respeito pela dignidade de todos do famoso líder de direitos civis. A reunião vai ser sábado no Lincoln Memorial para celebrar o 47º aniversário do discurso histórico "Eu Tenho um Sonho (I Have a Dream)."

"O 'Direito Religioso' e a Festa do Chá (Tea Party) podem organizar uma reunião no aniversário de um tempo que era sagrado na marcha de igualdade da nossa nação mas não há dúvida alguma que eles não estão– e nunca estiveram – preocupados com a comunidade afro-americana nem com o racismo, pobreza e injustiça que o Dr. King se dedicou a erradicar," disse Veazey.

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De acordo com o Instituto de Guttmacher, mulheres negras são mais prováveis de terem um aborto, em índices de três a cinco vezes mais que mulheres brancas. O alto índice de aborto, no entanto, foi ligado a pobreza e mulheres de cor tendem a vir das famílias de baixa renda.

Enquanto grupos pró-vida discutem que a indústria de aborto têm comunidades afro-americanas como seu alvo, Veazey disse que os índices mais altos de aborto entre mulheres negras estão diretamente relacionadas a seus índices mais altos de gravidez involuntária e a disparidades mais amplas de saúde.

"Disparidades de cuidados médicos e de saúde reprodutiva persistente perpetuam um ciclo de pobreza e são problemas sérios para a comunidade afro-americana. Fornecendo uma educação abrangente de sexualidade para jovens e expandindo planejamento familiar e serviços de cuidados médicos reprodutivos são maneiras eficazes de melhorar saúde e possibilidade de vida," disse ele.

"Fechar clínicas e espantar mulheres e homens só pode ferir a comunidade afro-americana."

Entretanto, Day Gardner, presidente da União Nacional Negra Pró-Vida, acredita que aborto - especialmente na comunidade negra - é a maior batalha de direitos civis de seu tempo.

Ela questionou as convicções religiosas do clero por estar lutando por direitos reprodutivos.

"É interessante ouvir as tão chamadas ‘pessoas religiosas’ nos chamar de o direito religioso – mas isso está bom porque elas são evidentemente o contrário total de nós... elas são o 'errado' religioso!" comentou Gardner. "O qual nos faz perguntar: a qual Deus, se qualquer, eles servem?"

"Quanto a mim, eu sirvo ao Deus de Abraão, Jacó e Isaac – o maior EU SOU – Pai do meu Senhor e Salvador Jesus Cristo e de todas as coisas que foram criadas. Aqueles entres nós que servem o único Deus verdadeiro reconhecem que somos feitos da sua imagem. Rendemo-nos à Palavra de Deus quando Ele diz: 'Bendito é o fruto do ventre.' Se Deus disser que as crianças são uma recompensa, um presente e nossa herança, então devemos concordar que todas as crianças são muito valiosas e desejáveis perante Deus. Então, eu pergunto novamente, a qual Deus eles servem?"

No sábado, Alveda King persuadirá norte-americanos a ficarem de seu lado no Lincoln Memorial para boicotar a indústria do aborto.

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