The Christian Post > Mundo|Ter, 17 Ago. 2010 16:38 PM EST

Cristãos da Somália Rogam por Orações Durante o Ramadã

PorEthan Cole | Christian Post Reporter tradutor Amanda Gigliotti

A Comunidade cristã subterrânea da Somália está pedindo aos companheiros crentes em todo o mundo para orarem por sua segurança durante o mês sagrado do Ramadã Islâmico.

A pequena população cristã regularmente é perseguida por extremistas islâmicos. Eles estão pedindo aos companheiros Cristãos que orem para que possam viver em paz com os seus vizinhos Muçulmanos. O Ramadã começou em 11 de Agosto e termina no dia 9 de Setembro.

"Somos chamados criminosos e apóstatas. Qual é o nosso crime? Somos Cristãos! Nós sofremos por causa do que acreditamos,"disse um Cristão de Somália, cujo nome é retido por motivos de segurança, à Open Doors EUA.

"Por favor, orem para todos os Cristãos Somalis que sofrem perseguição, que não procurem vingança mas que confiem o seu caso a Deus. "

Zelo religioso e atividade extremista, geralmente, aumentam na Somália durante o Ramadã, observou Open Doors, uma organização de vigilância cristã. Muitos Cristãos na Somália tem que fingir que praticam ser Muçulmanos para manterem-se seguros.

Um Cristão Somali compartilhou que após o bombardeio suicida no mês passado em Uganda, o crente teve que assistir a uma reunião de oração de sexta-feira na mesquita local.

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"Eu estava lá porque eu precisei misturar-me com a multidão. Isso salva a minha vida, a da minha família e dos meus colegas," disse o Cristão Somali.

Quando o líder de oração elogiou aqueles por detrás do atentado suicida, as pessoas na mesquita gritavam "Allahu Akubar," que significa "Deus é grande". O Cristão se juntou com eles mesmo não concordando com a ação dos homem-bomba suicidas.

"Mas as coisas desta maneira são normais para a Comunidade Cristã na Somália," observou o Cristão.
A Somália está classificada como no. 4 na lista da Open Doors World Watch do piores perseguidores aos Cristãos.

Em Junho, a Compass Direct News informou que uma menina de 17 anos de idade que se converteu ao Cristianismo foi espancada por ter deixado o Islã e foi acorrentada a uma árvore por sua família.

Um grupo de extremistas islâmico, chamado al Shabaab, que está ligado à al Qaeda, relatou ser responsável pelos assassinatos de vários Cristãos na Somália.

Os militantes Al Shabaab mataram Mohammed Ahmed Ali, um convertido ao Cristianismo que liderou uma Igreja subterrânea, em Janeiro. E em 2009, os seus membros estavam por trás da decapitação de quatro Cristãos que trabalharam para uma organização não-governamental local que ajuda órfãos no Sul da Somália. Os Cristãos foram convertidos do Islamismo e foram decapitados por apostasia. A notícia de sua morte foi retransmitida para suas famílias por um militante Al Shabaab.

A Somália, que está localizada no Corno da África, é um dos países mais injustos do mundo. Caos e conflitos tribais têm atormentado o país nas últimas duas décadas. O país também sofre de uma crise humanitária em que 35 a 40% da população depende da ajuda externa, segundo a ONU. Além disso, cerca de 1,2 milhões de Somalis estão deslocados devido à luta e secas.

O residente da ONU e coordenador humanitário para a Somália, disse, recentemente, que a assistência para a Somália este ano está prevista para ser entre um valor de US $ 300 a US $ 400 milhões, menos do que os US $ 650 milhões do ano passado.

“Nós temos lacunas críticas na assistência em algumas áreas- chave onde as pessoas precisam de ajuda,” disse o oficial da ONU Mark Bowden à Agência de Notícias Chinesa Xinhua.

Não obstante a necessidade crítica, al Shabaad, em agosto, expulsou três agências humanitárias cristãs. O grupo de insurgência islâmica acusou a Visão Mundial (World Vision), o Desenvolvimento Adventista, a Agência Relief e a Diakonia de utilizar trabalho humanitário como um pretexto para espalhar o evangelho.

As organizações cristãs todas negaram as alegações e suspenderam temporariamente as suas operações.

Al Shabaad também repetidamente declarou guerra contra as Nações Unidas e outras organizações não-governamentais ocidentais que distribuem ajuda na Somália.

Um estimado de 4 milhões de Somalis dependem de ajuda humanitária para sobreviver, segundo a ONU.

A população da Somália é quase toda Muçulmana Sunita.

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