The Christian Post > Tecnologia|Qui, 4 Out. 2012 15:08 PM EST

Cristãos russos exigem mudança do logo da Apple para cruz, maça é 'ofensiva'

PorStoyan Zaimov | Repórter do The Christian Post

Os cristãos da comunidade ortodoxa da Rússia estão exigindo que a divisão da Apple do país remova o famoso logotipo da maçã meia-mordida de seus produtos e substitua por uma cruz, porque eles acham que a imagem de maçã é ofensiva para as suas crenças.

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    (Foto: Apple, Inc.)
    Logo da maçã meia-mordida da Apple.

Na cultura popular, uma maçã é usada frequentemente para representar a fruta que Adão e Eva comeram da Árvore do Conhecimento, quando tentados pelo diabo, como se encontra em Gênesis 3 na Bíblia - embora o tipo exato de fruta não seja mencionado nas Escrituras.

Ainda assim, os cristãos conservadores na Rússia têm insistido que o logotipo deve ser removido e substituído por uma cruz, a Xbitlabs.com relatou a partir de um artigo traduzido de agência de notícias Interfax.

Os conservadores russos podem encontrar uma maneira e forçar a Apple a mudar seu logotipo por causa de novas leis que estão sendo propostas no parlamento do país sobre a blasfêmia e insultos com foco aos valores religiosos, espirituais, ou nacionais. Espera-se que o presidente Vladimir Putin apoie as leis, especialmente porque a Igreja Ortodoxa Russa o apoiou fortemente durante sua campanha eleitoral em 2012. Além de substituir o logotipo, os conservadores podem até interromper as vendas de produtos da Apple na Rússia, se eles conseguirem convencer a empresa de cometer atos anti-religiosos.

O símbolo icônico da Apple tem sido usado de uma forma ou de outra há mais de 35 anos. A primeira silhueta da maçã mordida foi introduzida em 1976, e passou por uma série de mudanças no projeto para atingir o seu logotipo de tema de vidro atual, que foi introduzido em 2003.

A Igreja Ortodoxa Russa tem sido rápida em reprimir qualquer desrespeito ou rebelião contra a sua autoridade. A igreja foi um fator importante no aprisionamento de três membros da banda de punk rock Pussy Riot por executar uma canção contra o presidente Vladimir Putin no interior da catedral principal de Moscou. Autoridades da Igreja pediram que o grupo só de mulheres se arrependessem de sua blasfêmia e vandalismo.

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