The Christian Post > Mundo|Seg, 2 Dez. 2013 08:51 AM EST

Croácia faz referendo e rejeita casamento gay

Consulta pública foi organizada por Igreja Católica e lideranças de direita

PorMaria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

A Croácia, país do leste europeu, aprovou uma revisão da sua Constituição para impedir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em referendo realizado no domingo (1º). A iniciativa partiu da oposição conservadora e contou com forte apoio da Igreja Católica.

  • Gay Croácia
    (Foto: Reuters/Antonio Bronic)
    Mulheres se abraçam no centro da capital da Croácia - Zagreb.

Com 25% dos votos apurados, 64,84% dos eleitores tinham dito ‘sim’ à proibição da união gay e 35,56%, ‘não’ na noite de domingo. A enquete questionava aos croatas se a Constituição deveria definir o casamento como ‘uma união entre um homem e uma mulher’.

Dados preliminares apontam que a participação de cidadãos aptos a votar foi inferior a 40%, mas a legislação atual estabelece que basta a maioria simples de votos a favor, independentemente do índice de participação, para validar o resultado da votação.

Neste país europeu, a religião é um dos fatores da identidade nacional e cerca de 90% dos habitantes são fieis da Igreja Católica.

O governo de centro-esquerda, no entanto, é contrário à posição aprovada em referendo. O primeiro-ministro, Zoran Milanovic, classificou a consulta como “triste e aberrante”. “Espero que seja a última vez que tenhamos de organizar um escrutínio desta forma sobre estas questões”, comentou ele. Artistas e ativistas também compartilham desta visão pró-direitos LGBT.

Já Tomislav Karamarko, líder de uma formação da direita nacionalista (HDZ), avaliou a importância de defender os valores tradicionais: “Não se trata de ameaçar os direitos dos outros, mas de manter o direito a ser quem somos. Infelizmente, para isso temos de introduzir na Constituição uma coisa que, à partida, seria natural”.

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A Croácia entrou para a União Europeia em julho deste ano (2013). A atual República pertenceu ao bloco socialista depois da Segunda Guerra e surgiu a partir dos territórios da ex-Iugoslávia. Em 2003, o país concedeu aos homossexuais os mesmos direitos dos casais heterossexuais que vivem em união estável, incluindo a comunhão parcial de bens. Paradas de Orgulho Homossexual são comuns no local.

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