The Christian Post > Política|Qua, 5 Jun. 2013 11:29 AM EST

Diretor é exonerado por Ministro da Saúde após campanha para prostitutas

O ministro Padilha disse que a campanha ainda não havia sido aprovada e que não avaliza a peça publicitária

PorAdoniran Peres | Correspondente do The Christian Post

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, determinou a exoneração de Dirceu Greco, diretor do Departamento de DSTs, Aids e Hepatites Virais do ministério, após a divulgação de uma campanha do Dia Internacional das Prostitutas, que trazia a frase "Sou feliz sendo prostituta". A exoneração de Greco foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (5).

  • campanha para prostitutas
    (Foto: Divulgação)
    Peça para as prostitutas, parte de uma campanha do ministério nas redes sociais para prevenção de aids e redução do preconceito, foi retirada do site do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais.

Segundo assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, a demissão ocorreu porque o departamento veiculou a campanha sem a autorização dos responsáveis pela Comunicação Social. O ministro Padilha disse, nesta terça-feira (4), que a pasta não avaliza a peça e enquanto fosse ministro, a mensagem não faria parte da campanha do Ministério da Saúde.

A peça “Eu sou feliz sendo prostituta” da campanha, que foi lançada no último fim de semana nas redes sociais pelo departamento dirigido por Greco, foi retirada do site por ordem do ministro da saúde, Alexandre Padilha. O ministro afirmou que o material estava em teste e que ainda dependia de aprovação. "Enquanto eu for ministro, não acho que seja uma mensagem a ser passada pelo Ministério da Saúde", destacou Padilha, que disse ainda que a pasta deve se limitar a divulgar campanhas com foco na prevenção das DSTs.

Segundo nota do ministério da saúde “a peça não foi aprovada pela Assessoria de Comunicação Social, como ocorre com todas as campanhas e que estão agora sendo analisadas pela assessoria e que serão disponibilizadas se aprovadas”. Segundo informações, a campanha foi elaborada em uma oficina de comunicação comunitária, que foi conduzida pelo Departamento de DSTs, com representantes desse público alvo.

Depois da divulgação da campanha, parlamentares da bancada evangélica, e dentre outros partidos, se manisfestaram indignados com a peça publicitária, atacaram a presidente Dilma Rousseff e cobraram explicações do ministério da saúde. "O que o governo faz é um crime, é apologia à prostituição. O governo está patrocinando um crime ao defender essa conduta", disse o deputado Marcos Rogério (PDT-RO), segundo a Folha de São Paulo.

Entre outras críticas, Costa Ferreira (PSC-MA) disse: “A mulher não nasceu para ser prostituta, nasceu para ser mãe de família”. Já o deputado João Campos (PSDB-GO), segundo a Gazeta do Povo, criticou o governo: “Esse governo tem uma capacidade de buscar uns temas que me assustam. Não tem outra política pública decente para fazer”.

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