The Christian Post > Cristianismo|Sex, 20 Jun. 2014 08:13 AM EST

Doações para caridade sobem, ao contrário das igrejas, diz relatório recente nos Estados Unidos

Redução das doações às congregações seria reflexo de um menor interesse em ir à igreja

PorLuciano Portela | Repórter do The Christian Post

Trazendo indícios de um desinteresse dos norte-americanos em relação à religião, um relatório recém-lançado determinou que o povo dos EUA está muito mais voltado a se dedicar à caridade do que entregar doações às igrejas.

  • Bowery Mission
    (Foto: Reprodução/Facebook)
    A equipe do Bowery Mission é uma instituição de caridade que serve refeições e abrigo para necessitados.

Uma pesquisa anual divulgada nesta semana pelo instituto Giving USA Foundation e a Universidade de Indiana revela que, no ano de 2013, os americanos deram cerca de 335 milhões de dólares para a caridade, o que representa um aumento de 3 por cento, comparado ao ano anterior.

Por sua vez, as doações às igrejas exibiram uma queda de 1,6 por cento. O presidente da Giving Foundation, Gregg Carlson, ainda aponta que, há pouco mais de uma década, as igrejas eram responsáveis por uma faixa de 57% das doações e hoje não passa da casa dos 31%.

Carlson acrescenta que o declínio entre 2012 e 2013 reflete uma tendência existente nos últimos anos, apresentando um percentual cada vez menor. Além disso, ele observa que o relatório não inclui instituições de caridade com base na fé, mas apenas "casas de culto".

Os pesquisadores especulam que a parte mais perceptível é que a queda nas doações está "diretamente ligada à diminuição da participação das pessoas em casas de culto", já que as igrejas ainda são bastante dependentes das doações feitas pelo dízimo.

Já em uma análise geral sobre as doações, seja de igrejas ou instituições beneficentes, a pesquisa indica um aumento de 22% desde 2009, período considerado como o fim oficial da Grande Recessão nos EUA, iniciada em 2007. Carlson notou que este é o "quarto ano consecutivo de aumento" das doações nos EUA.

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"É o quarto ano consecutivo de aumento desde o marasmo da Grande Recessão. Realmente a maior crise foi durante a recessão. O instituto teve uma queda de 15% durante a recessão. De lá para cá, nós fomos saindo daquele ponto desde então", resume.

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