The Christian Post > Mundo|Qua, 22 Fev. 2012 14:34 PM EST

Dois jornalistas morrem em Homs, Síria

PorVal Green | Repórter do The Christian Post

Dois jornalistas foram mortos em Homs, na Síria na quarta-feira, 22. As vítimas são a repórter americana Marie Colvin de 50 anos do jornal britânico Sunday Times e Remi Ochlik, 28 anos, fotógrafo francês da revista Paris Match.

Detalhes das circunstâncias das mortes ainda estão sendo investigados. Segundo relatos de outros repórteres naquele país, os jornalistas estavam em “sala de imprensa” improvisada que foi atingida por bombas e foguetes.

Os dois jornalistas mortos eram veteranos de coberturas de guerras. Ainda na terça-feira, Marie Colvin dava entrevista ao repórter da CNN, Anderson Cooper falando do perigo, dos riscos e das tragédias vistas por ela na Síria. Marie já havia sido ferida em 2001, durante cobertura de combates em Sri Lanka, quando então, ela perdeu a visão do olho direito.

Remi, recebeu um prêmio em 2012 no World Press Photo por uma imagem de um combatente rebelde líbio. Ele cobriu a Primavera Árabe na Tunísia e no Egito e a guerra civil na Líbia no ano passado.

As identidades das vítimas foram confirmadas pelo ministro francês da Cultura, Frédéric Mitterrand. O ministro francês afirmou que as mortes “mostram a degradação da situação” na Síria e “a repressão cada vez mais intolerável” das forças de segurança, segundo CNN.

As mortes ocorreram durante bombardeios das forças pró-Assad ao bairro de Baba Amr. Outros três jornalistas ficaram feridos, segundo declarações do militante Omar Chaker a Reuters.

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Homs, cidade localizada no centro do país é principal reduto da oposição ao presidente Bashar Al-Assad, é alvo de uma ofensiva militar desde o início do mês.

Uma testemunha disse à Reuters por telefone que bombas atingiram a casa onde eles estavam e um foguete os atingiu enquanto tentavam escapar.

Além dos jornalistas, outras 35 pessoas morreram na quarta-feira durante ataques das forças Pró-Assad contra dissidentes. Dos mortos, 20 foi em Homs, oito em Hama, dois em Idlib, um em Daraa, dois em Aleppo e dois em Damascus, de acordo com CNN.

As forças de segurança tentam retomar bairros que passaram para o controle de ativistas e desertores do exército.

Para dar um fim a violência, o Conselho Nacional Sírio (CNS), principal órgão da oposição, pediu nesta quarta-feira à comunidade internacional a criação de "zonas de proteção" na Síria.

"Estamos perto de enxergar esta intervenção militar como a única solução. Há dois males: uma intervenção militar ou uma prolongada guerra civil", disse Basma Kodmani, uma autoridade do Conselho, em entrevista coletiva em Paris.

A outra solução, disse Basma, é pedir à Rússia, que vetou uma resolução contra o governo da Síria no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que ajude a persuadir o governo sírio a garantir a passagem em segurança de comboios humanitários.

O Conselho também pedirá ajuda ao Grupo de Amigos da Síria, para restringir o acesso ao Canal de Suez para qualquer navio transportando armas para o regime sírio.

Desde o começo do conflito, quase 9.000 pessoas já morreram na Síria conforme informações do grupo da oposição Comitê de Coordenação Local da Síria.

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