The Christian Post > Mundo|Qua, 20 Fev. 2013 16:49 PM EST

Dona da revista Seleções pede concordata nos Estados Unidos

PorSarah Curty | Correspondente do The Christian Post

A revista Seleções (“Reader’s Digest” nos Estados Unidos) acumula uma dívida de mais de 400 milhões de dólares e pretende cortar esse número em 80%, caindo para cerca de 100 milhões de dólares.

  • RDA
    (Foto: Reprodução)
    Página inicial do site da Reader Digest Association, que pediu concordata nos Estados Unidos na segunda-feira, 18 de fevereiro.

A holding Reader Digest Association Inc. (RDA), que é dona da revista, pediu “proteção” ao Estado de acordo com o capítulo onze da Lei de Falências dos Estados Unidos com a alegação de que precisa diminuir o montante da sua dívida para que consiga garantir uma reestruturação e fugir da falência.

Em um comunicado, a RDA informou que acordou com seu credor os termos da reestruturação financeira. "A apresentação é limitada ao negócio dos EUA e está prevista para terminar em menos de seis meses. Operações internacionais da companhia, incluindo o Canadá, não fazem parte da apresentação", afirmou a holding.

Apesar do susto, a companhia afirma que manterá a circulação da revista tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo. Esta é a segunda vez em menos de quatro anos que a empresa entra com um pedido de concordata. A primeira foi em 2009 em razão de quedas na publicidade e na circulação da revista.

A Reader’s Digest é publicada nos Estados Unidos há exatos 90 anos, desde fevereiro de 1922 e é o carro-chefe da RDA, que publica 21 periódicos em 76 países ao redor do mundo. No Brasil, a revista chegou em 1942 com o nome de Seleções e atualmente tem circulação de cerca de 370 mil exemplares pelo país, de acordo com o site da revista.

É considerada uma das revistas com maior circulação global e publica, no total, edições da Seleções em 50 países traduzidas em 21 idiomas e atinge um público estimado de 25 milhões de leitores.

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O capítulo onze da Lei de Falências permite que uma empresa continue funcionando normalmente a despeito de suas dificuldades financeiras. O estado dá um prazo para que a companhia acorde os prazos de pagamento das dívidas com seus credores e permite, também, que a dívida seja reduzida.

Em contrapartida, a empresa que pede proteção pelo capítulo onze deve manter o juiz informado detalhadamente do andamento de cada transação com seus credores.

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