Estudos apontaram droga que pode reduzir o risco de infecção pelo HIV de 44% a 73%.
A droga denominada Truvada é o primeiro medicamento desenvolvido para prevenir que indivíduos saudáveis contraiam o vírus HIV. Seu uso é defendido por uma equipe de especialistas em saúde dos Estados Unidos.
Apesar de representar um grande avanço para a medicina, o uso da nova droga divide opiniões. O medicamento só poderá ser utilizado no país após o pronunciamento do órgão oficial responsável.
O Comitê Consultivo sobre Drogas Antivirais, agência reguladora norte-americana de medicamentos (cuja sigla em inglês é FDA) recomendou o uso do Truvada apenas no tratamento dos pacientes. Porém o órgão tem até o dia 15 de junho para emitir uma posição definitiva sobre o assunto.
Para os especialistas, a aprovação da droga será um marco histórico na luta contra a Aids. Estudos realizados em 2010 mostraram que o Truvada é capaz de reduzir o risco de infecção pelo HIV em até 73%. Os especialistas recomendam que, para potencializar seu efeito, a medicação seja associada a outras drogas retrovirais.
Desde 2004, o Truvada é utilizado nos Estados Unidos para o tratamento de pessoas portadoras do HIV. Recentemente, em votação, durante um painel com representantes de especialistas e da comunidade foi aprovada a administração da droga para o grupo considerado de maior risco, homens não infectados que tem relações sexuais com múltiplos parceiros também homens.
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Também foi aprovada a prescrição da droga para pessoas não infectadas que tem parceiros portadores do HIV e para outros grupos considerados em risco de contrair o vírus através de atividade sexual.
Entretanto, esta aprovação é por parte de um comitê que estuda e discute o assunto e não do FDA. Apesar de os dois comitês não serem vinculados e de a decisão do FDA ser a definitiva, a instituição costuma seguir o posicionamento desse grupo.
Alguns especialistas e integrantes de grupos que defendem os direitos da comunidade HIV se opuseram à decisão. Eles temem que os usuários ganhem uma falsa sensação de segurança e assim diminuam a prevenção e os tratamentos paralelos.
Também existe o receio de que o alto custo do Truvada impeça o financiamento para os demais tratamentos de combate à doença.
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