The Christian Post > Cotidiano|Seg, 25 Mar. 2013 10:14 AM EST

Espanha aumenta exigência de idioma para bolsistas do Ciência Sem Fronteiras

Novo edital exige nível intermediário e acaba com aperfeiçoamento a ser realizado no exterior

PorMaria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

As normas para o intercâmbio para a Espanha por meio do programa do governo federal Ciência Sem Fronteiras estão mais rígidas. O edital em vigência, com resultado que deve ser divulgado em abril próximo, exige o idioma espanhol em nível intermediário para bolsistas, ao contrário da seleção anterior, finalizada em julho de 2012, na qual não havia essa exigência.

  • Bandeira Espanha
    (Foto: Divulgação/Espanha)
    A Espanha é abertamente um país multilíngue. Catalão, Galego e Basco são línguas oficiais em suas regiões, além do espanhol.

O caso da Espanha está na contramão dos requisitos para outros países: recentemente, no início do mês de março, alunos cadastrados para Portugal receberam convite para outros países como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália ou Irlanda, com a possibilidade de bolsa para aprimorar língua estrangeira no exterior, diminuindo assim a exigência de língua estrangeira no momento da inscrição.

No caso da Espanha, os candidatos que têm conhecimento básico de espanhol comprovado não terão direito a um curso de aperfeiçoamento da língua no exterior para que possam alcançar o nível subsequente exigido. Pela familiaridade com o português, para elevar do básico ao intermediário são necessários aproximadamente um curso intensivo de até 2 meses no Brasil ou então de 30 dias na Espanha. O tempo para a melhoria não atrapalharia o cronograma da seleção - as aulas começarão depois de julho.

O endurecimento nas regras impactou na seleção dos estudantes. Dos 1.524 candidatos inscritos, mais de 70% não conseguiram seguir adiante por uma série de motivos, entre eles não terem alcançado o novo nível exigido do idioma.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um dos órgãos que administra o programa, informou que a mudança para o nível intermediário foi uma exigência da Fundación Universidad, parceira do programa na Espanha. O órgão, no entanto, revelou que "dentro das vagas disponíveis, será concedida a mesma possibilidade da chamada de Portugal", que permite a troca de países e a realização de curso imersivo no exterior no novo destino.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que também responde pelo programa, afirma que todos os ajustes buscam equalizar cada vez mais a distribuição dos bolsistas nos mais de 20 países participantes do Ciência Sem Fronteiras.

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Pelos últimos balanços, Portugal e Espanha concentravam quase 30% dos bolsistas, apesar de possuírem menos instituições de excelência internacional quando comparados a países como EUA e Grã-Bretanha.

Para saber mais sobre o programa e as bolsas, fique atento ao site do Ciência Sem Fronteiras.

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