The Christian Post > Política|Qui, 1 Jul. 2010 03:52 AM EST

Especialista Analisa Antecedentes de Kagan

PorJennifer Riley | Repórter do Christian Post tradutor Fabíola Marques da Silva

A candidata à Suprema Corte Elena Kagan tem visões preocupantes quanto ao papel dos juízes, aborto e homossexualidade, advertiu o proeminente especialista em política da Batista do Sul.

  • Kagan
    (Foto: AP)
    Candidata à Suprema Corte Elena Kagan toma assento no Capitol Hill em Washington, segunda-feira, 28 de junho de 2010, antes do início de sua audiência diante do Comitê Judiciário do Senado.

Com as audiências de confirmação do Senado acontecendo esta semana, o Doutor Richard Land da
Comissão de ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul está espalhando a história de
Kagan para fornecer clareza a respeito de sua ideologia.

Land descreveu seus pontos de vistas sobre certos assuntos como “alarmantes,” incluindo a grande
admiração que ela tem por juizes ativistas.

“Eu, juntamente com muitos outros, estou alarmado por ela considerar o israelense Aharon Barak,
antigo Juiz do Supremo Tribunal, como seu ídolo no judiciário.” Escreve Land em um artigo
entitulado “Elena Kagan: A escolha certa para o Tribunal?” postado no site ERLC. “Ele é
muito conhecido por seus pontos de vista extremos sobre ativismo judiciário. Até mesmo
declarando que 'a constituição assim se torna uma norma viva e não um fóssil, evitando escravizar o
presente e o passado.'”

O mentor de Kagan é Thurgood Marshall, o primeiro afro-americano a servir no Supremo Tribunal
e que é conhecido por sua história judiciária liberal.

Mas durante a audiência de quarta-feira, Kagan afirmou que ela “não está no time de ninguém” e
tentou ignorar os esforços republicanos de pintá-la como uma juíza que legislaria da bancada.

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“O que eu quero dizer é que a pior coisa que você pode dizer de um juiz é que ele ou ela seja
guiado pelos resultados,” disse Kagan na audiência de confirmação. “Isto sugere que o juiz está
tomando partido de um dos lados independentemente do que a lei exige.”

“O Juiz deveria estar fazendo o possível para entender o que a lei exige, e não chegar e dizer, 'sabe,
eu não me importo com a lei, este lado deve ganhar.”

Kagan, que atualmente é a Advogada-Geral dos Estados Unidos, é a única candidata para o
Supremo Tribunal Americano nos últimos 40 anos que não tem experiência judiciária. No passado,
ela foi decana da Faculdade de Direito da Harvard por cinco anos e foi professora na
Universidade de Chicago, onde o Presidente Obama também foi professor.

Na terça-feira, o segundo dia para perguntas, Kagan reconheceu sua visão política como
“abrangentemente progressiva.”

Além de causar preocupações sobre ativismo judiciário, Land também destacou sua “aparente falta
de respeito para com as crianças não nascidas.” Ele lembrou de um memorando do qual Kagan foi co-
autora com o então presidente Bill Clinton, para quem ela foi conselheira legal, no qual ela
encorajava Clinton a apoiar uma estratégia do Senado que levaria adiante o que Land chama de uma
“proibição falsa” do aborto provocado.

Land disse que Kagan foi “mediadora” do atraso de muitos anos da promulgação da proibição do
aborto provocado.

Ele também se referiu ao incidente controverso e muito comentado que ocorreu quando Kagan,
como decana da Faculdade de Direito de Harvard, proibiu recrutas militares de entrarem no campus em
oposição à política “Não Pergunta, Não Fale” ("Don’t Ask, Don’t Tell") do exército. A regra proíbe soldados homosexuais de
servirem abertamente e também proíbe os militares de questionarem sobre sua orientação sexual.

Kagan ainda se uniu a 39 professores de faculdades de direito para pedir sem sucesso que o
Supremo Tribunal rejeitasse a emenda Solomon, que negava fundos federais para escolas que
excluem recrutas militares.

O Senador Jeff Sessions (R-Ala. ), importante Republicano no comitê de audiências do Senado,
deu uma dura em Kagan durante a audiência devido ao tratamento que ela deu ao exército no tempo em
que foi decana.

“Você estava tratando-os como se fossem de segunda classe e não estava dando a eles o mesmo
acesso porque você se opôe profundamente à política deles” com relação aos homosexuais, disse
Sessions.

Kagan manteve-se firme e disse que recrutas militares tinham acesso à estudantes de Harvard e que
ela estava tentando defender a política anti-discriminatória da escola.

Apesar da oposição Republicana, a nomeação de Kagan tem espectativa alta de aprovação pelo
senado todo devido a maioria democrata no comitê de audiência. Uma votação final para sua
nomeação é esperada para fim de julho.

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