The Christian Post > Cotidiano|Qua, 4 Abr. 2012 10:30 AM EST

Estudante ateu se recusa a rezar ‘Pai Nosso’ e alega perseguição

PorJussara Teixeira | Colaboradora do The Christian Post

Um estudante ateu de 17 anos disse estar sendo perseguido e sofrendo bullying de colegas por se negar a rezar o Pai Nosso em sala de aula.  A oração era feita no início das aulas de uma professora de geografia da escola estadual Santo Antonio, em Miraí, a 335 km de Belo Horizonte (MG).

O aluno, Ciel Vieira, disse que ao se recusar a fazer a oração,  ouviu da professora que “jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida”. Houve desentendimentos entre os dois e o caso foi para na diretoria, segundo a Folha de S. Paulo.

 Ciel chegou  a dizer à professora que o que ela fazia era impraticável segundo a Constituição. Já a professora disse desconhecer tal lei.

A professora, Lila Jane de Paula, foi orientada pela Secretaria de Educação a não mais rezar em sala de aula. Apurações estão sendo realizadas para averiguar se houve conduta errônea no caso.

De acordo com uma inspetora regional responsável pela instituição de ensino, houve “má interpretação” do caso com relação à conduta da docente.

A mãe do aluno conversou com a professora que justificou sua fala dizendo  que quando disse que "o jovem que não tem Deus nunca vai ser nada na vida", quis, na verdade, falar que o jovem não seria nada "espiritualmente".

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Bullying

Entre as ofensas, discriminações e zombarias dos colegas, Ciel chegou a ser chamado de “demônio”. Além disso, durante uma oração do Pai Nosso, ao invés de falarem “livrai-nos do mal”, eles disseram “livrai-nos do Ciel”.

O garoto postou um video no You Tube em 3 de abril em que é possível escutar a oração. Ele ainda disse que poderia processar a docente e o Estado por desrepeitarem a Constituição, que prevê a orientação laica para o Estado.

A direção da escola resolveu trocar o professora do primeiro horário, onde realizava a oração, para outra sala.

Com isso a prece parou de ser realizada na sala onde o alunou ateu estuda. “Isso resolveu meu problema. Mas, e se tivesse outro ateu ou praticante de qualquer outro tipo de religião que não tolerasse esse desrespeito na escola?, questionou o aluno no vídeo.  

Contato: jussara.teixeira@christianpost.com Twitter: @TeixeiraJussara
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