The Christian Post > Vida|Qui, 19 Jul. 2012 11:36 AM EST

Estudos mostram que sedentarismo é tão prejudicial quanto tabagismo

PorDaniel Hamer | Correspondente do The Christian Post

Estima-se que 5,3 milhões de pessoas morreram em 2008 porque não praticavam exercícios físicos moderados, por no mínimo 150 minutos semanais. Este número, que corresponde a 9% das mortes no planeta, é maior que o número de fumantes mortos, que chega a 5 milhões.

  • sedentarismo
    (Foto: Divulgação)
    ONG espalha sofás gigantes de grama para conscientizar população britânica sobre sedentarismo.

É o que mostrou o estudo publicado por The Lancet, um dos jornais de medicina mais lidos no mundo. A pesquisa realizada pela Brigham and Women’s Hospital e pela Harvard Medical School chegou a conclusão que o sedentarismo pode ser tão prejudicial quanto fumar, pois favorece o surgimento de inúmeras doenças crônicas como a diabetes, hipertensão, osteoporose e até câncer.

Outra preocupação é que pessoas sedentárias tem maior predisposição para se tornarem obesas e desenvolverem colesterol alto, câncer, e doenças pulmonares.

Esse estudo faz parte da série “A Pandemia da inatividade física” que o jornal The Lancet está fazendo sobre atividades físicas, dias antes do início das olimpíadas. A série revela que quando não utilizamos corretamente as facilidades e dispositivos da vida moderna acabamos inibindo o mínimo de atividade física diária. São coisas simples como deixar de usar o elevador para subir um andar que podem contribuir para uma vida mais saudável.

O tema não é coincidência. Foi escolhido por causa das olimpíadas de 2012 para ajudar a motivar milhões de pessoas inativas a não apenas assistirem os jogos olímpicos de suas poltronas, mas a fazer alguma atividade física.

O estudo revela que apesar de 80% da população mundial viver em países de baixa e média renda, apenas uma pequena fração de pesquisas sobre atividades físicas tem sido focadas nestes países. Como uma das conseqüências, estes países apresentam os maiores aumentos de doenças não transmissíveis causadas pelo sedentarismo. O jornal conclui dizendo que a alteração dessa situação deve ser uma prioridade na próxima década.

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