The Christian Post > Entretenimento|Sab, 25 Ago. 2012 19:30 PM EST

Autor que propõe 'Uma Nova Reforma Protestante' motiva os cristãos a terem discernimento

“Eu quero uma Igreja – Uma Nova Reforma Protestante” - Parte 1

PorAmanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

O livro “Eu quero uma Igreja – Uma Nova Reforma Protestante”, um clamor pela união dos cristãos em uma igreja em unidade centrada em Cristo, expõe a tristeza das dissensões, porfias, corrupção, e práticas estranhas ao Evangelho dentro da igreja evangélica brasileira e urge que os cristãos tenham discernimento.

  • eu quero uma igreja
    Autor propõe uma Nova Reforma Protestante.

O autor do livro, Ádryan Krysnamurt Edin da Luz vem de uma família evangélica, que já passou pelas Igrejas Presbiteriana Renovada, Batista Independente e Assembleia de Deus. Ele vivenciou diversas frustrações que o levaram ao sonho, que ele diz ser de Deus, de promover o movimento da “Nova Reforma Protestante”. Isso, entretanto, não deve ser entendido como a abertura de uma nova igreja ou algo mais 'complicado', mas segundo ele, simplesmente, a união dos cristãos no degrau de “amor”, “comunhão plena”, e “unidade”.

Ádryan conta no livro como foi o processo de sua caminhada dentro de sua congregação, suas experiências ruins e o fortalecimento na fé. Depois de muitas lições, ele, mais maduro, afirma entender mais sobre amar e tolerar.

Ele deseja, assim, que através disso, os escandalizados com a igreja, possam se encontrar e adorar a Deus, juntamente com diversas outras pessoas de diversas denominações e partes do mundo, reunindo-se online, com cultos e debates, estudos bíblicos e um programa de perguntas e respostas.

Uma das principais coisas que Ádryan urge aos cristãos no seu livro, é o discernimento. Ele ressalta, através de exemplos de suas frustrações dentro da igreja, que os cristãos devem aprender a examinar e reter o bem e ter o discernimento do espírito.

Como a classificação de Paulo sobre os três tipos de pessoas que iam à Igreja de Corinto, ele explica que há 3 classes de crentes: a classe dos naturais; dos carnais; e dos espirituais.

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Sobre os carnais ele afirma, “que em vez de compararem coisas espirituais com espirituais, ficam tomando como base, filosofias, antropologias, esoterismo, numerologia, simbologia, ou quaisquer outras ciências humanas”.

A segunda classe, ele diz, são os espirituais, que todos devem ser e proceder assim, citando a passagem de 1 Corintios 2: 15: “‘Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido’. “Dê sempre valor a cada palavra bíblica e cada pontuação. Note a expressão ‘tudo. O espiritual discerne bem tudo.’”

A terceira classe seria a dos carnais, “que eram pra ser exemplos de caráter, moral, vida prática, mas não evoluíram”. Segundo ele, Paulo exorta severamente no capítulo três e versículo primeiro: “E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo”.

Assim, o autor afirma, apesar de as pessoas serem templos do Espírito Santo, tem grandes probabilidades de cometer erros, distorções e heresias nos púlpitos. E os ouvintes podem receber tanto a “Palavra Inspirada”, quanto a “doutrina de demônios”.

A palavra pode, então, vir a partir de três fontes: divinas, naturais/carnais ou diabólicas. Os que ouvem, ele diz, devem avaliar e ter o discernimento correto. Os carnais, por exemplo, são aqueles presunçosos que querem glória para si, aponta ele.

“Observe; aprenda a prática de ser um observador. Logo em seguida, critique; mas lembre-se, lógico, crítica construtiva e não destrutiva; fofoca, mexerico, contenda, partidos da oposição dentro da igreja, isso é destrutivo.”

“E por último, determine, ou julgue. Examina-se, critica-se, pra depois julgar e ter uma posição sobre o que está sendo proferido; vaticinado na igreja. Não só no dom de profecia, mas na pregação principalmente, pois no uso da Palavra é que se tem que julgar, afinal a Palavra de Deus é a maior profecia, como bem sabemos.”

Uma de suas indignações com as pregações, ele diz que foi ouvir um pregador dizer, “’Quantos aqui acreditam que nós somos os que vieram da grande tribulação com vestes salpicadas de sangue, levantem suas mãos e glorifiquem!’”

“Desde quando somos a igreja que veio da grande tribulação? Não vamos subir no arrebatamento?” questiona Ádryan.

“Todos nós pentecostais, sejam prétribulacionistas, ou os pós-tribulacionistas, acreditamos que vamos ser arrebatados e não vamos ficar aqui!”

Ele afirma que graças ao dom de discernimento de espírito recebido por Deus, “Eu sei quando alguém está mentindo, e quando está falando a verdade. Bem sei,
quando é de Deus, quando é da carne, e quando é do maligno.”

Ádryan relembra porém que a Palavra de Deus é mais importante do que qualquer outro dom.

Ele cita a experiência no livro de Atos em que um profeta, Ágabo, que havia descido da Judéia avisou a Paulo que ele seria entregue às mãos dos gentios em Jerusalém. Apesar de rogar a Paulo que este não fosse lá por causa da sua revelação pelo Espírito Santo, Paulo fez a vontade de Jesus afirmando estar pronto até para a morte pelo nome dEle.

“Visões, revelações, sonhos, experiências sobrenaturais, não podem sobrepor, nem se quer equivaler à Palavra.(...) Paulo já sabia muito bem que a Palavra é maior, sobretudo, porque é a maior profecia.”

Segundo ele, a tendência do ser humano é de tentar impedir o sofrimento “o povo, a igreja, tende a ter uma paixão de acreditar e obedecer, tremer e temer as profecias”. Mas faz a ressalva de que os cristãos devem “reter o que é bom”, mas “a Palavra de Deus é maior do que qualquer experiência particular.”

Sua conclusão, contudo, é de que os cristãos devem discernir bem, pois há “tantas seitas, heresias, inovações, alterações, pós-modernismo, e a propagação da cultura grega retornando com força”.

Mas ensina que “o dom de discernimento do espírito não pode ser de maneira nenhuma confundido com, a percepção aguçada de alguém inteligente, observador, nem tão pouco com o sensor que algumas pessoas têm em especial, nem ainda com a ‘adivinholatria’, ou qualquer coisa semelhante.”

Ele urge assim, que os cristãos peçam a Deus esse dom, pois “discernir é como limpar um quintal (…)”

“Limpemos nossa alma sempre, e assim viveremos uma vida de edificação a nós mesmos e aos que estão ladeados.”

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