The Christian Post > Cotidiano|Ter, 23 Abr. 2013 15:18 PM EST

Ex-agente norte-coreana, hoje cristã, se diz arrependida de atentado contra avião

PorGiana Guterres | Correspondente do The Christian Post

A norte-coreana Kim Hyun-hui, hoje cristã, foi uma das responsáveis pela explosão de um avião há 25 anos, com 115 pessoas à bordo. Ela foi condenada a morte na época, mas recebeu perdão do presidente da Coreia do Sul.

  • Kim Hyun-hui
    (Foto:Reuters)
    Kim Hyun-hui

A ex-agente secreta norte-coreana contou à reportagem da BBC que encontrou consolo no Cristianismo e no perdão das famílias das vítimas. “Quando encontro familiares das vítimas nos abraçamos e choramos juntos”, disse. Kim tem 51 anos e dois filhos. Atualmente ela vive na Coréia do Sul, mas por motivo de segurança, seu local de residência é desconhecido.

A ex-agente também falou sobre a atual situação de ameaça de guerra no país. “A Coreia do Norte está em uma situação desesperadora. O descontentamento com Kim Jong-un é grande; ele tem de acabar com isso. A única coisa que ele tem são armas nucleares. Foi por isso que ele criou essa sensação de guerra, para tentar angariar apoio popular”, declarou à BBC.

Kim Hyun-hui foi recrutada aos 19 anos pelo serviço secreto da Coreia do Norte. Ela treinou por seis anos, sendo os três primeiros por uma jovem japonesa sequestrada de sua casa no norte do Japão.

Em 1987, a Coreia do Sul estava nos preparativos para os jogos olímpicos em Seul. O líder da Coreia do Norte naquela época, Kim Il-sung, e seu filho, Kim Jong-il, estavam planejando impedir o evento.

“Recebi ordens de um funcionário do alto escalão da Coreia do Norte, (dizendo) que explodiríamos um avião sul-coreano antes da Olimpíada. Ele disse que isso mergulharia a Coreia do Sul no caos e na confusão. A missão representaria um duro golpe para (favorecer) a revolução”, contou a ex-agente do serviço secreto norte coreano à BBC.

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Durante um voo ela e um colega deixaram uma mala com uma bomba em um compartimento interno do avião. Durante uma escala, eles desceram do avião, que veio a explodir horas depois. A viagem ia de Bagdá, no Iraque, até a Coreia do Sul.

Depois de capturada ela passou por um interrogatório. Em 1989, um tribunal sul-coreano deu a sentença de morte para Hyun-hui, mas o então presidente Roh Tae-woo concedeu o perdão a ela.

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