The Christian Post > Cristianismo|Seg, 22 Set. 2014 07:23 AM EST

Falta de interesse pelo cristianismo expande o grupo Estado Islâmico, diz ativista cristão

Dadid Curry se mantém atento a grupos que perseguem cristãos pelo mundo

PorHamlet Kim | Repórter do The Christian Post tradutor Alexandre Correia

A falta de interesse para com os cristãos e uma falta de liberdade de expressão das minorias religiosas no Oriente Médio é uma das razões por trás da ascensão do grupo terrorista Estado Islâmico, alerta David Curry, CEO e presidente do grupo Portas Abertas (Open Doors, em inglês), responsável por vigiar a perseguição aos cristãos.

  • Iraque
    (Foto: Reuters)
    Manifestantes carregam a bandeira do Iraque na cidade de Mosul, em foto capturada no dia 25 de fevereiro de 2011.

Curry falou à edição em inglês do The Christian Post, a respeito das necessidades e preocupações mais urgentes dos refugiados em campos na Síria e no Iraque, onde o Portas Abertas está servindo.

Ele também compartilhou seus pensamentos sobre o discurso recente do presidente americano Barack Obama a respeito da estratégia dos Estados Unidos para o grupo terrorista; o desespero que os refugiados estão enfrentando; e como os cristãos podem ajudar aqueles que estão sofrendo agora.

Veja abaixo uma parte da conversa de Curry com o CP:

CP: Como o Portas Abertas tem respondido à crise no Iraque nos últimos meses?

Curry: O Portas Abertas está se concentrando em tentar alimentar, abrigar e cuidar de refugiados cristãos que foram forçados a sair de Mosul e outras áreas afetadas pelo ISIS, o grupo extremista jihadista.

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Isso significa que, na prática, nós temos pacotes com alimentos e água, que são necessários para sustentar a vida, e instrumentos de cozinha, colchões - qualquer coisa que você pode imaginar. Os cristãos que foram afetados por isso foram forçados a sair de suas casas, perderam seus carros, seus empregos, tudo. Eles não têm nada além da roupa do corpo. Dentro desses campos de refugiados estamos vendo um estresse muito grande.

Estamos também preocupados com a propagação de doenças. Quando você tem dezenas de milhares de pessoas que vivem em campos de refugiados, com instalações sanitárias limitadas – se a doença se infiltrar no campo pode se espalhar muito rapidamente.

CP: Por que estamos vendo um aumento na perseguição aos cristãos na região e o surgimento de grupos terroristas como o EI?

Curry: Eu acho que você está vendo o surgimento do Estado Islâmico por causa de uma falta de interesse para a liberdade de expressão no Oriente Médio. Você tem grupos extremistas dentro do Islã, como Estado Islâmico. Mas isso não é verdade para todo mundo que é islâmico. Mas há grupos extremistas como este que querem forçar as pessoas a se converter ao islamismo sob a mira de uma arma.

Se não compreendermos essa ameaça, não apenas para os cristãos na região, mas para as pessoas em todo o mundo, nós não poderemos responder a ela adequadamente. Eu acho que isso tem aumentado por causa de uma falta de atenção e falta de preocupação com os cristãos e outras minorias.

CP: O que você achou do discurso do presidente Barack Obama sobre o Estado Islâmico e a estratégia de seu governo daqui para frente?

Curry: O que gostaria de destacar é que nós queremos ver os governos ocidentais, incluindo os Estados Unidos, não apenas reconhecendo o fato de que este grupo extremista é uma ameaça para os EUA, mas o porquê disso ter acontecido. E isso aconteceu porque eles não permitem a expressão religiosa dos cristãos. Não é porque eles são extremamente perigosos. Mas que eles são extremamente perigosos porque eles querem forçar a sua fé aos outros. E, neste caso, os cristãos estão na mira.

Nós não somos uma organização política, mas queremos ver um foco sobre o valor das expressões religiosas e a liberdade de expressão religiosa. Eu não ouvi isso de uma maneira que eu queria, mas eu estou esperançoso de que eles vão focar nisso no futuro.

CP: Quais são as diferenças e semelhanças entre o que os cristãos no Iraque e aqueles na Síria estão enfrentando?

Curry: Eles são muito semelhantes. Estamos apoiando os refugiados cristãos na Síria também. Algumas das diferenças podem ser de que a Síria tem uma guerra civil em andamento e tem um ditador intratável, por isso é difícil escolher lados. Você tem uma guerra civil que foi aproveitada pelo Estado Islâmico; enquanto no Iraque, você só tinha uma completa desintegração do governo e da vitória estratégica por este grupo jihadista.

Parte da natureza de como a coisa se desenvolveu é diferente, mas a realidade no campo é muito semelhante para os cristãos e para outros refugiados.

CP: Como os crentes ao redor do mundo podem ajudar aqueles que estão sofrendo no Iraque e na Síria agora?

Curry: Eu acho que o apoio dos cristãos no Ocidente é muito necessário. Com comida, com água, isto é uma pequena parte – que será um problema por um longo tempo. Não podemos perder nosso foco nos nossos irmãos e irmãs, aqueles que têm sido perseguidos por sua fé.

Eu encorajo os cristãos do Ocidente para apoiá-los em oração, com recursos como comida, água, etc. Ao acessar site OpenDoorsUSA.org – as pessoas podem efetuar doações. […] Estamos há mais de 20 anos no Iraque, e tem uma forte rede de cristãos iraquianos. Então, nós estamos incentivando as pessoas a intensificar e tomar parte neste esforço para manter este grupo de cristãos vivos.

O Portas Abertas lista Síria e Iraque, entre os números três e quatro, respectivamente, em sua lista mundial de países onde os cristãos enfrentam maior perseguição. Outras informações sobre o trabalho do grupo com os refugiados, incluindo informações sobre como ajudar, podem ser encontradas no website.

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