The Christian Post > Política|Seg, 2 Ago. 2010 03:01 AM EST

FDA Aprova Primeiro Experimentação com Células Embrionárias Humanas

PorJennifer Riley | Repórter do Christian Post tradutor Rodrigo L. Albuquerque

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) aprovou o primeiro processo clínico humano de terapia com céluas embrionárias, disse a companhia de biotecnologia por trás do processo, na sexta-feira.

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    (Fonte: AP Sancya / Paulo)
    Theresa Gratsch, um Ph.D. especialista em pesquisa, olha as células nervosas derivadas de células estaminais embrionárias humanas sob um microscópio do Centro da Universidade de Michigan para Laboratório de Pesquisa de Células Estaminais Embrionárias Humanas, em Ann Arbor, Michigan. O Presidente Obama anunciou que iria suspender as restrições sobre o financiamento de células-tronco.

A companhia da Califórnia, Geron Corporation, tem dado luz verde para proceder o seu processo em uma terapia para pacientes com lesão de medula espinhal. A experimentação consiste em injetar um tratamento com células em pacientes com lesões severas na medula espinhal, com a esperança de que ajudem a regenerar células nervosas danificadas e, finalmente, permitam que os pacientes recuperem o movimento.

Tanto os opositores como os defensores da investigação com células embrionárias destacaram o fato de que a FDA havia aprovado, inicialmente, o estudo em janeiro de 2009 e a experimentação foi programada para começar no verão passado. Mas Geron descubriu que os animais utilizados em um estudo pré-clínico haviam desenvolvido pequenos cistos que apareciam com “uma frequência mais alta” que em outros estudos, dando como resultado que a FDA retardava o processo da experimentação.

Até mesmo os defensores da investigação com células embrionárias expressaram sua preocupação por esta experimentação, tendo em conta seu histórico com animais.

A pesquisa com células embrionárias é controversa porque requer a destruição do embrião durante o processo de coleta das células mãe. Muitos grupos pró-vida, portanto, argumentam que é pouco ético e compararam a pesquisa com o aborto porque se destrói outra vida potencial. Também argumentam que a pesquisa com células adultas é uma alternativa que é ética e tem mostrado resultados.

“Apesar dos esforços que se realizam para negar isso, a ciência continua nos mostrando que o embrião é um ser humano em crescimento,” disse Elio Sgreccia, presidente emérito da Pontifícia Academia para a Vida, na Rádio Vaticano.

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No entanto, os defensores do método da pesquisa destacaram que as células embrionárias são muito versáteis e podem se converter em qualquer tecido do corpo. Eles, portanto, esperam que possam ser utilizados para desenvolver órgãos para transplantes e ajudar a regenerar nervos danificados.

Sob a presidência de George W. Bush, o uso de fundos federais na pesquisa com céluas embrionárias foi muito restringido. Por duas vezes, ele vetou as legislações que ampliariam o financiamento federal para a pesquisa. Mas o presidente Obama revogou a ordem de Bush que impediu que os Institutos Nacionais de Saúde financiassem a pesquisa para além das linhas celulares que existiam no momento.

Obama permite uma liberdade maior no uso dos fundos federais para os científicos que querem realizar a investigação com células embrionárias.

A terapia de Geron, se tiver êxito, tem o potencial de ajudar a doença de Alzheimer e a esclerose múltipla, entre outros problemas de saúde.

A companhia não tem fixado uma data em que a experimentação começará, mas quer começar este ano. Geron tem investido 15 anos e mais de $150 milhões neste tratamento terapêutico, segundo San Jose Mercury News.

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