O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, convocado por parlamentares evangélicos para explicações por suas recentes declarações, pediu desculpas à bancada evangélica nesta quarta-feira (15), em reunião na Câmara dos Deputados. Na ocasião ainda reafirmou o compromisso do governo Dilma em cumprir compromissos assumidos junto a eles sobre temas como aborto e casamento homossexual.
Foto: Divulgação
Carvalho, durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, afirmou que o PT deveria fazer uma ‘disputa ideológica’ com os evangélicos e isso poderia incluir a formação de uma rede de comunicação para diminuir a força de igrejas que usam a televisão para propagar sua mensagem. Segundo ele, os evangélicos "têm uma visão do mundo controlada por pastores de televisão".
Carvalho disse que houve uma interpretação equivocada de suas palavras e que foram distorcidas, culpando a imprensa por isso, de acordo com a Veja. Ele ainda foi interpelado pelos parlamentares evangélicos a assinar um documento confirmando o desmentido, mas não aceitou.
Um dos mais exaltados a respeito das declarações de Carvalho foi senador Magno Malta, que chegou a discursar sobre o assunto em plenário. A maior parte dos deputados e senadores evangélicos fazem parte da base de apoio do governo.
Controvérsia aplacada, o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO) afirmou que o assunto está encerrado. “Ele se retratou de forma sincera e honesta”.
Carvalho ainda afirmou que seu pedido de perdão não teria sido pela suas palavras, mas pelo “sentimento que elas provocaram em alguns deputados e senadores em função das interpretações que surgiram em Porto Alegre".
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Segundo a Reuters, o ministro ainda ressaltou que considera as igrejas como parceiras, especialmente na questão do programa de erradicação da pobreza “Brasil sem Miséria”.
A postura do ministro e seu pedido de desculpas acabaram por interromper a indisposição e a polêmica causada com a bancada evangélica, que se viu “traída" pela declaração no Fórum social. Gilberto Carvalho é um dos principais interlocutores do governo com a bancada e sua declaração em oposição aos evangélicos foi vista como um recuo diante dos compromissos assumidos por Dilma durante a campanha eleitoral.
As preocupações dos evangélicos eram quanto ao cumprimento de compromissos assumidos por Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral sobre temas como legalização do aborto e legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Por fim, Carvalho ainda levou à bancada o recado de Dilma que reafirmou seu compromisso de que não tomará medidas que modifiquem a legislação atual sobre os temas relevantes para os parlamentares cristãos.
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