The Christian Post > Mundo|Ter, 13 Mar. 2012 14:50 PM EST

Grupo talibã abre fogo contra delegação de autoridades no Afeganistão

PorJussara Teixeira | Colaboradora do The Christian Post

Militantes do Talibã desferiram tiros nesta terça-feira (13) contra uma delegação de autoridades do Afeganistão que visitavam localidades no sul do país. Entre as autoridades, estavam dois irmãos do presidente Hamid Karzai que averiguavam os vilarejos onde um soldado americano matou 16 moradores locais.

O ataque aconteceu enquanto afegãos protestavam contra o massacre de civis ocorrido na madrugada de domingo. Um soldado foi morto e mais dois militares que faziam a segurança ficaram feridos.

A delegação se encontrava em uma mesquita na região de Kandahar prestando homenagens às vítimas do ataque do soldado Americano. Os tiros começaram no momento em que eram expressadas as condolências.

“Estávamos expressando nossas condolências quando começamos a ouvir tiros. Achamos que era o Exército atirando para o ar”, contou um dos irmãos de Karzai, Qayum.

Outro integrante da delegação, o legislador Abdul Rahim Ayubi, afirmou à AP que a população do vilarejo está claramente revoltada.

É cada vez maior o temor por uma nova onda de violência no Afeganistão. O grupo extremista Talibã havia prometido, nesta segunda-feira, vingar o massacre dos civis assassinados. O episódio provocou uma crise entre Washington e Cabul, cujo Parlamento exige um julgamento público do militar.

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O episódio vem depois de uma onda de ataques devido à queima de exemplares do Alcorão. No final de fevereiro, militares americanos alojados em uma base da OTAN queimaram exemplares do livro sagrado dos muçulmanos, provocando revolta por parte da população e do grupo talibã.

Protestos em várias cidades por conta do episódio ocasionaram conflitos que resultaram em mais de 30 mortes entre civis e soldados.

O Parlamento afegão pediu nesta segunda-feira que os culpados americanos tenham um julgamento público no Afeganistão, segundo à AFP.

Mas o Pentágono rejeitou o pedido, ressaltando que ele será processado pela justiça militar americana.

"Existem acordos com o governo do Afeganistão no que diz respeito às investigações, e, se for o caso, os julgamentos contra militares americanos (serão realizados) pelas vias militares americanas", disse à imprensa o porta-voz do Pentágono, George Little.

O episódio do massacre pode complicar ainda mais o acordo pretendido por Washington, que tenta chegar a um entendimento sobre as condições de uma associação estratégica em longo prazo.

Os governos dos dois países debatem uma estratégia para transferência das funções e poder das tropas americanas para o governo local. Atualmente, ainda existem 130 mil homens das forças de segurança da OTAN alocados no país afegão. Em 2014 a OTAN pretende que sejam retiradas todas as tropas de combate do país.

A criação de bases permanentes é um tema bastante delicado em um país que é historicamente refratário à presença estrangeira em seu território.

Contato: jussara.teixeira@christianpost.com Twitter: @TeixeiraJussara
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