The Christian Post > Cristianismo|Qui, 22 Jul. 2010 01:07 AM EST

Grupos Separatistas Impedidos de Separação Anglicana

PorLillian Kwon | Christian Post Reporter tradutor Rodrigo L. Albuquerque

Faz três anos que a Igreja Anglicana da Nigéria "atravessou fronteiras” para dentro dos Estados Unidos para estabelecer um novo lar para os conservadores, que estavam descontentes com o rumo liberal da Igreja Episcopal Norte-americana.

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    (Foto: The Christian Post)
    Arcebispo Nicholas Okoh, novo primaz da Igreja da Nigéria, está em Herndon, Virgínia, para a reunião anual do Conselho da Convocação de Anglicanos na América do Norte. Esta é a primeira vez que Okoh visita os Estados Unidos, desde que sucedeu o Arcebispo Peter Akinola.

E se os nigerianos não tivessem intervindo, a família anglicana mundial teria perdido um monte de gente, disse o novo primaz da Igreja da Nigéria.

"Viemos porque amamos a Igreja Anglicana e não queremos que a Igreja Anglicana se divida," disse o Arcebispo Nicholas Okoh para o The Christian Post em uma entrevista, terça-feira. "Isso teria sido o caso se não tivéssemos entrado."

Embora a Igreja da Nigéria, que é o maior órgão regional na Comunhão Anglicana, com mais de 18 milhões de membros, ter vindo para os Estados Unidos com compaixão, foi, recentemente, disciplinado por violar uma moratória sobre a intervenção de transfronteiras.

De acordo com Okoh, a Igreja da Nigéria recebeu as mesmas sanções como a Igreja Episcopal deste ano, que incluem a remoção de diálogos ecumênicos da Comunhão Anglicana e de um organismo que analisa as questões de doutrina e autoridade.

"O comando das Escrituras é que devemos ir em toda parte e pregar e ensinar. Então, nós viemos aqui para ajudar nossos irmãos e irmãs no Senhor. Mas, ao invés de receber elogio, estamos recebendo punição ou sanção," disse Okoh, que foi eleito como primaz, em setembro.

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Criticando o movimento, ele comentou: "Para isso, para nos proibir ... nós acreditamos que eles não foram devidamente aconselhados. Então se você me perguntar se existe justificativa para isso, vou dizer, não."

As sanções foram propostas pelo arcebispo de Canterbury, Dr. Rowan Williams, no início deste ano, para as províncias que violam as moratórias que três líderes dos 77 milhões de membros do corpo global tinham concordado desde 2004. As moratórias incluem intervenções transfronteiriças, a ordenação de parceiros homossexuais e a bênção de uniões de homossexuais.

No mês passado, o reverendo Canon Kenneth Kearon, secretário-geral da Comunhão Anglicana, disse que as sanções foram realizadas contra a Igreja Episcopal - o braço Norte-americano do Anglicanismo - seguindo a ordenação de uma lésbica em Los Angeles. O corpo Norte-americano consagrou seu primeiro bispo abertamente gay em 2003. Kearon enviou cartas a outras províncias para a eventual violação, mas nenhum anúncio foi feito sobre se eles foram disciplinados.

Okoh comentou em um discurso que ele fez antes que ele rejeitaria ser colocado na mesma categoria que as Igrejas que estão conduzindo a ordenação gay e o casamento homossexual, e também se opõe à equiparação de sua iniciativa "evangélica com aqueles que estão fazendo as coisas sem base bíblica."

Okoh descorda com as ações disciplinares contra a Igreja da Nigéria, salientando que sem a sua ajuda muitos fiéis anglicanos teriam saído da denominação anglicana ou abandonado a fé por completo. Mas ele disse que com a decisão da Igreja Episcopal este ano de ordenar uma lésbica," talvez eles pediram para isso."

Se as sanções instigarem os Episcopais Norte-americanos a repensarem em suas políticas, então ele disse que está tudo bem com ele.

Ainda assim, ele sugeriu que as sanções, em geral, não, necessariamente, resolvem o problema da teologia e da liderança que os anglicanos enfrentam.

Muito parecido com o firme conservador arcebispo Peter Akinola quem sucedeu, Okoh é vocal em sua oposição à prática homossexual.

"O casamento homossexual, a pedofilia e todas as perversões sexuais (sic) devem ser, firmemente, condenados por todos os que aceitam a autoridade das Escrituras sobre a vida humana," disse ele em um discurso na semana passada da Casa Episcopal, em Abuja, na Nigéria.

Ele deixou claro, nesta terça-feira, que a Igreja da Nigéria não tem uma "briga pessoal" com ninguém, isto é, a Igreja Episcopal.

"Vamos acertar. Não estamos brigando com ninguém," sublinhou Okoh. "As questões em jogo são questões de convicção pessoal. Se a Igreja aqui está ensinando coisas que nós não aceitamos, nós rejeitamos isso e dizemos, não. Mas se eles ensinam coisas que nós aceitamos pelo qual nós sabemos das interpretações bíblicas, de pleno senso com as Escrituras, nós aceitaremos. Diremos, nós vamos trabalhar juntos.

"Portanto, não é uma questão pessoal entre nós e as pessoas no Ocidente. A discordância é algo que tem a ver com a teologia e também aspectos da eclesiologia."

Okoh está na área Metropolitana de Washington esta semana para a reunião anual do Conselho da Convocação de Anglicanos na América do Norte - uma iniciativa missionária da Igreja da Nigéria que, juntamente com outras iniciativas semelhantes, Okoh acredita que resolveu a crise anglicana no momento e impediu uma divisão. CANA consiste basicamente de anglicanos que romperam com a Igreja Episcopal. Esta é a primeira vez que Okoh visita os Estados Unidos, desde que tornou-se chefe da Igreja da Nigéria.

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