Após os ataques aos sites do Banco Central (BC) e da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), o grupo de hackers voltou suas investidas para as páginas das administradoras de cartões Cielo e Redecard. Os sites das duas empresas ficaram fora do ar nesta sexta-feira, 3.
Pela manhã, as páginas do BC e Febraban registraram instabilidade. Um grupo se hackers que se diz pertencente ao coletivo mundial de ciberativismo Anonymous, chegou a anunciar no Twitter que havia feito um “teste rápido” no site do Banco Central.
O grupo já havia prometido no microblog que iria causar problemas em sites de bancos durante toda a semana. Eles agem realizando um grande número de acessos ao mesmo tempo, sobrecarregando e levando à indisponibilidade.
Ontem, quinta-feira (2), o site do HSBC foi o alvo. O banco divulgou em nota que houve um volume de acessos acima do esperado. Na quarta-feira foi a vez da página do Banco do Brasil.
Os hackers também dizem ter provocado problemas no site do Bradesco, na última terça-feira. No mesmo dia, o banco anunciou por meio de comunicado que o site apresentou “momentos de intermitência com volume de acessos acima da média”. Não chegou, porém, a ficar fora do ar.
No dia 30, o Itaú Unibanco também teve problemas, mas a normalidade foi retomada logo em seguida.
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Segundo nota divulgada pelos bancos, não há riscos de segurança para os dados dos clientes.
Por meio de suas contas no Twitter, os hackers dizem agem em protesto contra a corrupção.
Apesar dos autores dos ataques se dizerem do grupo mundial ciberativistas Anonymous, a filial oficial da rede no Brasil, Plano Anonymous Brasil, nega o crédito pelos ataques.
Em sua página oficial no Twitter, o @AnonBRNews, o coletivo postou que "Anonymous não tem como alvo a sociedade, os prejudicados por esta ação são única e exclusivamente os cidadãos".
Eles atribuíram os ataques a outros hackers que estariam com o objetivo de desmoralizar o Anonymous publicamente e solicitaram para que quem não concorda com o ataque compartilhar e divulguar o post.
Nenhum dos grupos divulgaram se ainda haverão novas vítimas.
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