The Christian Post > Política|Seg, 26 Dez. 2011 14:13 PM EST

Jean Wyllys Afirma que Igrejas não Devem ‘Demonizar’ Gays

PorJussara Teixeira | Colaboradora do The Christian Post

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que religiosos "são livres para dizer no púlpito de suas igrejas que a homossexualidade é pecado". O problema seria o uso de concessões públicas para "demonizar e desumanizar uma comunidade inteira, como é a comunidade homossexual".

As afirmações foram feitas ao UOL e à Folha no programa “Poder e Política - Entrevista”, em que o deputado também foi partidário de que sejam estabelecidas sanções quando homossexuais forem atacados em programas religiosos de rádio e TV, que pregam a "recuperação" ou "cura" da homossexualidade. Segundo ele, a punição deve ser prevista em lei.

"A afirmação de que homossexualidade é uma doença gera sofrimento psíquico para a pessoa homossexual e para a família dessa pessoa", alegou.

Ele propôs a comparação dos homossexuais com outros grupos vulneráveis, como mulheres e negros. “Alguém que chegue e incite violência contra mulheres e contra negros, ou contra crianças nesse país... Vai ser bem aceito?".

O deputado ainda se manifestou contra mudanças feitas pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) ao Projeto de Lei 122 de 2006, que propõe tornar crime atitudes homofóbicas.

No Brasil, o racismo já é passível de punição, de acordo com o código penal.

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O relator do texto apresentado por Marta teve a coordenação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Para o deputado Wyllys, o fato dele não ser homossexual e não demonstrar simpatia pela comunidade gay o desclassificaria para que tratasse da questão.

Jean Wyllys afirmou recentemente que o fato de segmentos políticos afirmarem que a homossexualidade é uma opção é um equívoco. “é um equívoco, pois significa desconhecer uma série de ‘conquistas’ que a ciência já fez no sentido de mostrar que nós não optamos por isso”.

O reverendo Marcos Amaral, que é pastor e psicólogo clínico rebateu na ocasião a afirmação dizendo que a homossexualidade teria um viés comportamental. “Estudos comprovam que pressões externas e as dinâmicas da vida moldam o comportamento dos homossexuais”, mas, segundo ele, “não devemos demonizá-los”.

O deputado, assumidamente homossexual, é militante pró-gay e é favorável ao PLC 122, projeto de lei que trata da união homoafetiva. Ele também defende a implementação do que é conhecido como "kit gay", apelido dado às cartilhas e vídeos sobre preconceito e bullying que o Ministério da Educação quer distribuir em escolas públicas.

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