The Christian Post > Política|Ter, 22 Out. 2013 11:45 AM EST

Jean Wyllys critica Lindbergh Farias após visita ao templo de Silas Malafaia

Senador responde: ‘Jean foi extremamente preconceituoso contra os evangélicos’

PorMaria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

Os parlamentares Jean Wyllys (Psol-RJ) e Lindbergh Farias (PT-RJ) estão trocando acusações públicas, após a visita deste último ao templo de Silas Malafaia, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), na Penha, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em meados de outro deste ano (2013). Nesta ocasião, o pastor chamou o senador ao púlpito e orou por ele. Além disso, em discurso, Silas foi grato pela defesa feita por Lindbergh quando a liderança evangélica era acusada por ativistas gays de homofobia em 2012

  • Jean Wyllys e Lindbergh Farias trocam acusações e Silas Malafaia faz parte da discussão
    (Montagem: The Christian Post)
    Jean Wyllys e Lindbergh Farias trocam acusações e Silas Malafaia faz parte da discussão.

Quem iniciou o bate boca foi o deputado federal, ex-BBB e defensor das causas LGBT, Jean Wyllys, que analisou o envolvimento religioso do político no texto A Transparência do Mal, publicado em sua coluna na revista Carta Capital, na quarta-feira (16): "Lindbergh decidiu pôr a alma à venda em busca de força para sua empreitada [política]”, cutucou ele. 

O senador Farias, então, rebateu: “É no mínimo estranho: o Jean [Wyllys] não diz que luta contra o preconceito? Pois ele foi extremamente preconceituoso contra os evangélicos!”.

Jean Wyllys considerou a presença de Lindbergh Farias na ADVEC como uma estratégia eleitoral: “O atual governador do Rio de Janeiro [RJ], Sérgio Cabral [PMDB], mesmo sucumbindo a uma impopularidade sem precedentes, fruto de denúncias de corrupção em sua gestão, não quer a candidatura de ‘Lindinho’ [referindo ao senador Lindbergh Farias] e pretende eleger seu vice, Pezão [Luiz Fernando de Souza – também do PMDB], a qualquer preço".

O ex-participante do Big Brother Brasil (BBB) ainda fez um histórico de apoio eleitoral de Silas Malafaia em sua coluna, recheado de ironias: “Todos sabem como Silas Malafaia se comportou nas eleições de 2010 em relação à então candidata do PT Dilma Rousseff. Em conluio com José Serra, candidato do PSDB, ele demonizou a petista e reduziu o debate eleitoral a uma agenda moralista - quase fascista – que obrigou os principais candidatos à presidência a se colocarem contra os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e contra a cidadania plena de homossexuais”.

E continuou: “Não contente, nas eleições do ano passado [2012], Malafaia tentou derrubar o candidato do PT à prefeitura de São Paulo [SP], Fernando Haddad, com a mesma estratégia de demonização e rebaixamento [...] A militância petista teve ânsias de vômito quando viu imagens de José Serra em cultos evangélicos, acompanhado de Malafaia, proferindo expressões cristãs – ‘A paz do senhor, irmão’ – que, em sua boca, soavam tão naturais quanto um pacote de Tang. O que essa mesma militância estará dizendo de seu senador [Lindbergh Farias]?”, lembrou o deputado federal do Psol. 

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Para analisar a situação carioca pré-2014, Wyllys utilizou várias referências teóricas como Maquiavel, Goethe e Roland Barthes. 

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