The Christian Post > Mundo|Seg, 22 Dez. 2014 06:11 AM EST

Líder muçulmano na Austrália diz que o Islã condena o sequestro no Lindt Cafe, de Sydney

Dr. Abu Mohammed esclarece que ataques como estes são denunciados pelo Islã

PorHamlet Kim | Repórter do The Christian Post tradutor Alexandre Correia

No último dia 15 de dezembro, uma cafeteria na cidade de Sydney (Austrália) foi cenário para um novo atentado com suspeitas de extremismo religioso. E por envolver um indivíduo muçulmano como suspeito, o líder religioso Dr. Ibrahim Abu Mohammed ofereceu declarações para garantir que sua doutrina islâmica não tolera este tipo de iniciativa.

  • Lindt Cafe
    (Foto: Reuters)
    Lindt Cafe, em Sydney (Austrália), é cercado por policiais em atentado no dia 15 de dezembro de 2014.

Dr. Abu Mohammed, que é Grand Mufti da Austrália, falou a respeito do ataque e esclareceu que os muçulmanos "condenam este ato inequivocamente criminoso e reiteram que tais ações são denunciadas em parte e no todo, no Islã”.

Durante o ocorrido, tiros foram disparados no confronto entre a polícia de Sydney e o suspeito de manter reféns pelo menos quinze pessoas no café. O incidente terminou com algumas mortes e ferimentos. O suspeito foi identificado como sendo um criminoso sexual e um possível responsável por homicídio natural no Irã.

Segundo a BBC, o suspeito, Man Haron Monis, é acusado de diversos crimes. Apesar da bandeira islâmica, ainda não se sabe se ele tinha conexões com indivíduos terroristas que operam na Austrália. Segundo informações, procurado no Irã, ele teria fugido do país e pedido asilo político na Austrália.

O canal estatal australiano ABC informou que pelo menos duas pessoas foram mortas e três gravemente feridas durante o confronto. O atirador supostamente foi morto durante o tiroteio com a polícia de Sydney, de acordo com informações da segurança nacional da Austrália à rede de notícias CNN. Cinco dos reféns conseguiram fugir antes da invasão.

Não está claro por que ele decidiu atacar o Lindt Chocolat Café de Sydney, embora uma bandeira islâmica preta foi vista na janela do café, semelhante a um dos símbolos do grupo terrorista Estado Islâmico.

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Entre outros dados apurados, Monis é conhecido por enviar mensagens de ódio às famílias de soldados australianos mortos no exterior, disseram as autoridades locais.

O acusado, que tinha 49 anos, vinha enfrentando acusações de ligação com o assassinato de sua ex-esposa, um caso que ainda está pendente. Também foi acusado de agressão sexual a uma mulher em Nova Gales do Sul, o mais populoso estado da Austrália, no início deste ano.

Primeiro-Ministro, Tony Abbott, disse que é "profundamente chocante que as pessoas sejam feitas reféns por um indivíduo armado, alegando motivações políticas".

No início do dia, Wendy Frew, editora da BBC na Austrália, relatou da cena: "A atmosfera do lugar era surreal. Trabalhadores de escritório que tinham sido evacuados de seus edifícios, operários de construção civil junto com turistas lotavam a praça de pedestres a um quarteirão do Lindt Café."

Em setembro desse ano, mais de 800 policiais prenderam quinze pessoas em Sydney e Brisbane, todos supostamente ligados ao grupo terrorista Estado Islâmico. Os suspeitos, segundo se acredita, planejavam sequestrar e decapitar pessoas em frente às câmeras. Entre os detidos estava Mohammad Ali Baryalei, identificado como membro do Estado Islâmico mais antigo da Austrália.

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