The Christian Post > Cristianismo|Sex, 15 Jun. 2012 11:40 AM EST

Líder presbiteriano critica a prática da unção com óleo de outros evangélicos, 'rev. Diesel, Peroba...'

PorAndrea Madambashi | Repórter do The Christian Post

À medida que muitos líderes evangélicos insistem na prática da unção de pessoas com óleo com objetivos de curar ou conceder algum tipo de poder espiritual, despertam o debate, principalmente entre evangélicos de igrejas tradicionais.

  • unção com óleo
    (Foto: tempora-mores.blogspot.com/)

Em “Carta ao Reverendo Van Diesel”, uma carta fictícia, postada em seu blog, o Reverendo Augustus Nicodemus critica à ação da unção com óleo que é praticada por outros líderes evangélicos.

“Obrigado por ter respondido minha carta. Você foi muito gentil em responder minhas perguntas e explicar os motivos pelos quais você costuma ungir com óleo os membros de sua igreja e os visitantes durante os cultos, além de ungir os objetos usados nos cultos”, escreveu Nicodemus na carta.

Nicodemus afirma que um atendente de sua igreja presenciou as práticas de unção com óleo em visita à igreja do suposto “Rev. Van Diesel”.

“Diesel” justificou a prática apoiando-se em passagens do Antigo Testamento, em Êxodus 28:41 e 1 Samuel 16:13, sobre a consagração de sacerdotes e dos reis, como Arão e seus filhos e Davi.

Nicodemus combate a justificativa argumentando que os rituais do Antigo Testamento eram simbólicos e típicos e que foram abolidos em Cristo. Além disso, ele explica que o método usado para consagrar pessoas a Deus no Novo Testamento para a realização de uma tarefa é a imposição de mãos.

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“Pastores também eram consagrados pela imposição de mãos e não pela unção com óleo (1Tim 4.14). Não há um único exemplo de pessoas sendo consagradas ou ordenadas para os ofícios da Igreja cristã mediante unção com óleo. A imposição de mãos para os ofícios cristãos substituiu a unção com óleo para consagrar sacerdotes e reis”, disse Nicodemus.

Sobre a unção de utensílios e objetos, ele explica que de acordo com a carta aos Hebreus, isso não passava de “ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma’ (Hb 9.10)”.

Na prática, relata-se que “Diesel” unge com óleo a todos os que chegam na igreja. Ele e outro reverendo (referido como “Mazola”), um de cada lado ungem as pessoas com óleo na testa, crianças, jovens e adultos. Ainda que alegando que Jesus mandou seus apóstolos que fizessem isso aos doentes e estes ficariam curados, nenhuma pessoa é vista sendo curada durante a unção, diz ele.

O que causou a indignação do líder presbiteriano foi a unção de partes íntimas em uma reunião especial durante a semana, com função de bênção para as pessoas com problemas de esterilidade. Nicodemus não tem palavras para contestar somente dizendo que o reverendo perdeu o “bom senso”.

“Lamento dizer isto, mas dá a impressão que você perdeu o bom senso! Eu me pergunto por que seu presbitério ainda não tomou providências quanto a estas práticas suas. Deve ser porque o presidente, ‘Reverendo Peroba’, seu amigo, faz as mesmas coisas.”

Para concluir, o rev. Nicodemus alerta para confusão espiritual do crente, esclarecendo que a unção com óleo para enfermos é secundária diante da oração e confissão de pecados.

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