O tumor detectado na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou uma redução surpreendente de 75% após duas sessões de quimioterapia. A avaliação é dos médicos responsáveis pelo tratamento, que já descartaram a necessidade de uma intervenção cirúrgica.
REUTERS/Divulgação Instituto Cidadania
Na entrevista coletiva no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo o Dr. Artur Katz que os últimos exames confirmaram o prognóstico otimista.
"Até pela melhora da voz muito rápida estávamos muito otimistas e as imagens vieram a confirmar essa impressão... Nós evidentemente esperávamos encontrar uma redução, nem sempre ela é tão expressiva, às vezes 30%, 40%, isso já seria uma boa redução", acrescentou.
Segundo a agência Reuters, no início do próximo ano, o ex-presidente será submetido a uma radioterapia, e então o tratamento deverá ser finalizado. Os médicos prevêem que o retorno à atividades normais do ex-presidente poderá ser feito em março.
"Tudo está caminhando muito bem...esse é o caminho que conduz à cura", disse o médico.
De acordo com o médico pessoal de Lula, o cardiologista Roberto Kalil Filho, que também integra a equipe que trata do ex-presidente, o estado geral e clínico de Lula é "muito bom" e o presidente deverá ter alta nesta terça-feira.
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Algum tempo depois, o Instituto Cidadania divulgou em seu site (www.icidadania.org) a foto em que Lula recebe de Kalil a notícia da redução do tumor.
O ex-presidente aparece cumprimentando o médico, ao lado da ex-primeira-dama Marisa Letícia, estampando um largo sorriso no rosto.
O médico Paulo Hoff afirmou que Lula teve algumas reações adversas após a primeira sessão de quimioterapia, mas que a segunda foi "tranquila". Lula raspou o cabelo e a barba em novembro, antecipando-se aos efeitos colaterais do tratamento.
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