The Christian Post > Cristianismo|Qui, 23 Out. 2014 13:59 PM EST

Mãe cristã, que seria açoitada, foi presa em uma segunda vez antes de ser solta em definitivo

Autoridades do Sudão estariam instatisfeitas após soltarem Meriam Ibrahim

PorHamlet Kim | Repórter do The Christian Post tradutor Alexandre Correia

Mãe cristã reconhecida por ser condenada à morte no Sudão por autoridades islâmicas, Meriam Ibrahim, teve que ser solta duas vezes, de acordo com relatos recentes publicados pela imprensa britânica.

  • Meriam Ibrahim
    (Foto: Reprodução/Facebook)
    Daniel Ibrahim Wani e Meriam Ibrahim, casal cristão que tem sofrido complicações após esposa sudanesa ter se convertido do islamismo ao cristianismo para se casar.

Originalmente condenada a ser açoitada até a morte, por supostamente se converter do islamismo ao cristianismo, ela foi libertada da prisão pela primeira vez no início desta última semana, a partir da anulação da condenação original, dada por um tribunal de apelações local. Já solta, quando se preparava para deixar o país com o marido Daniel Ibrahim, veio mais uma complicação, quando foram detidos em um aeroporto no Sudão, em menos de 24 horas após a sua libertação. Assim, o casal teve que esperar mais um dia para serem liberados pela segunda vez.

O advogado dos dois, Mohaned Mustafa El-Nour, confirmou que a decisão foi revogada depois do tribunal de apelações encontrar uma falha na sentença. Meriam e Daniel, que é cidadão americano, estavam no aeroporto de Khartoum na última terça-feira (24), com seus dois filhos, tentando deixar o país até o instante em que quarenta agentes de segurança interviram para detê-los, de acordo com a emissora britânica BBC.

"Eles foram temporariamente detidos, por várias horas, a respeito de questões relacionadas com sua documentação", declarou Marie Harf, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, em depoimento a jornalistas, acrescentando que o Sudão havia garantido para os EUA que a família agora estava segura.

Um oficial sudanês disse anteriormente à BBC que Ibrahim estava usando documentos do Sudão do Sul para deixar o país, e seria necessário obter um passaporte e um visto de saída exclusivamente do Sudão antes de deixar o país.

As informações divulgadas indicam que a NISS (Agência Nacional de Inteligência e Serviço de Segurança) – órgão atuante na política do Sudão – estava descontente com a decisão de liberar Meriam, demonstrando isso para o restante do governo sudanês por meio da prisão.

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"Também é possível que uma parte da NISS tenha aceito a liberação da Sra. Ibrahim, enquanto outra parte não estava feliz com sua soltura. A nova prisão da Sra. Ibrahim demonstra o fato de que existem muitos tomadores de decisões na política do Sudão, e eles nem sempre concordam uns com os outros ", acrescentou o oficial.
Meriam Ibrahim havia sido condenado a cem chibatadas seguidas de execução por enforcamento, em um incidente que provocou indignação internacional, incluindo uma carta assinada por 38 membros do Congresso dos EUA pedindo ao governo americano para agir.

Durante seu tempo na prisão, Ibrahim tem mantido a sua alegação de inocência, argumentando que ela foi criada por sua mãe cristã, que seguia a tradição ortodoxa da Etiópia, e, portanto, nunca renunciou Islã. Ela também negou as acusações de adultério, afirmando que ela era cristã antes de conhecer o marido. O governo sudanês a acusou de adultério, por não reconhecer seu casamento. O país islâmico determina que ela seja muçulmana por seu pai ser muçulmano, contudo, seu pai deixou a família quando ela era uma criança e ela foi criada por sua mãe como cristã.

A mulher, que hoje tem 27 anos, foi recentemente forçada a dar à luz ao segundo filho, ainda na prisão, a menina Maya. As condições de Meriam eram bastante na cadeia. Um exemplo disso, é que um de seus tornozelos teria sido acorrentado durante o trabalho de parto, e até o último dia 23 de junho, ela permaneceu com seus dois filhos atrás das grades.

A princípio, a Sra. Ibrahim foi presa em agosto de 2013, após os membros da família de seu pai terem a acusado de adultério por se casar com Daniel.

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