Mais de 350 corpos carbonizados de um incêndio da Penitenciária Nacional de Comayagua, em Honduras, foram empilhados do lado de fora e conduzidos em sacos pretos ao IML local em três contêineres refrigerados.
"Os corpos estão carbonizados, e alguns estão amontoados", disse o soldado Johnny Ordoñez, segundo a Reuters.
Os soldados trabalharam retirando os cadáveres do local até que fossem transportados. Médicos legistas foram ajudados por especialistas internacionais para identificar os mais de 350 corpos calcinados.
O incêndio começou na terça-feira, às 22h30 em horário local, segundo Danilo Orellana, chefe do setor penitenciário do país. Segundo o G1, Orellana afirmou que as causas não foram relacionadas à uma rebelião. Ele acredita que o incêndio foi iniciado por um detento ou teria havido um curto-circuito.
Mas de 490 pessoas sobreviveram ao incêndio e continuam dentro do que sobrou do edifício. A penitenciária de Comayagua possuía um total de 852 presos.
O evento foi considerado o pior desastre do tipo em mais de um século em uma prisão da América Latina, o sendo um choque para Honduras.
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A cidade de Comayagua se localiza entre a capital do país, Tegucigalpa, e San Pedro Sula, umas das cidades com os maiores índices de homícidio no mundo.
O ministro da Segurança de Honduras, Pompello Bonilla, afirmou que o sistema está colapsado e que nos últimos anos eles não puderam resolver o problema da superlotação.
"Somos um país pobre. E nos últimos anos têm aumentado o crime organizado e o narcotráfico. Isso impediu que déssemos uma resposta cabal ao tema da superlotação dos presídios”, disse Bonilla, segundo a BBC.
Os familiares das vítimas desconsolados estão em Tegucigalpa, alojados em locais disponibilizados pelo governo para a espera pela identificação e entrega dos corpos.
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