Cerca de 800 manifestantes ocuparam a Praça dos Três Poderes na manhã dessa quarta-feira, 16. Eles participavam da III Marcha Nacional contra a Homofobia.
Uma das ações dos manifestantes durante a marcha foi estender a bandeira do movimento LGBT em frente ao Palácio do Planalto. O grupo reivindicava, principalmente, a distribuição do kit contra a homofobia nas escolas e a aprovação do PL 122, que torna crime atos discriminatórios contra homossexuais.
“A gente acredita que educando se combate a homofobia. Muitos jovens acabam se evadindo da escola por causa do preconceito e muitas transexuais não são aceitas pela sociedade. Por isso, o movimento pede mais educação”, disse o diretor da União dos Estudantes (UNE), Denílson Júnior, um dos organizadores da marcha, em entrevista à Agência Brasil.
A Marcha Nacional contra a Homofobia foi organizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Hoje a associação reúne 257 organizações LGBT em todo o país.
Os manifestantes também pediam que o governo federal defina um orçamento para financiar o Plano de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania LGBT. A partir desse plano, espera-se que sejam elaboradas e aplicadas políticas públicas voltadas a gays, lésbicas, travestis e transexuais.
De acordo com um representante da ABGLT, o Planalto sinalizou que a previsão orçamentária para o plano poderá ser anunciada em três meses.
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Para a associação, é necessário que haja um “tripé” para combater a homofobia: educação, criminalização e laicização (para impedir que posições religiosas se sobreponham aos assuntos de Estado).
Nesta quinta-feira, 17, comemora-se o dia internacional contra a homofobia. A data foi instituída em 1990, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais. A partir de então homossexuais utilizam a data para pedir o fim da discriminação baseada na orientação sexual.
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