The Christian Post > Cristianismo|Ter, 17 Set. 2013 02:51 AM EST

Marco Feliciano manda polícia prender duas meninas que se beijaram em evento gospel

As duas jovens relataram que foram afastadas à força

PorLuciano Portela | Repórter do The Christian Post

O deputado evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) solicitou a ação da polícia durante evento gospel em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, para conter duas garotas de 18 e 20 anos de idade que se beijavam enquanto o político falava.

  • marco feliciano
    (Foto: Twitter/Marco Feliciano)
    Deputado e pastor Marco Feliciano divulga foto dele na Marcha para Jesus 2013 em São Paulo, com camiseta que diz 'eu represento vocês'. Sábado, 29 de junho de 2013.
  • 5º Glorifica Litoral
    (Foto: Reprodução/Twitter)
    5º Glorifica Litoral, evento gospel realizado em São Sebastião (SP).
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Feliciano foi convidado para fazer uma pregação no último dia da semana gospel Glorifica Litoral V e ao discordar do comportamento das meninas, pediu que a segurança pudesse intervir para que elas se retirassem do evento.

"A Polícia Militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas. Não adianta fugir, a guarda civil está indo até aí. Isso aqui não é a casa da mãe joana, é a casa de Deus", afirmou o deputado.

Marco Feliciano considerou a atitude das duas meninas uma afronta à família, e destacou que elas "não têm respeito ao pai, à mãe e à mulher".

“Aquilo é desrespeito. Com isso eles me fortalecem e se enfraquecem, porque qualquer pessoa de bem sabe que em um ambiente religioso não é lugar de fazer o que aquelas pessoas fizeram. Eu lido de maneira natural e eles deveriam ter um pouquinho mais de juízo e me esquecer”, concluiu o deputado.

As jovens alegaram terem sido afastadas à força e algemadas pelos guardas-civis, além de serem agredidas pelos guardas da delegacia próxima ao local onde foram conduzidas.

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“Eles tiraram a gente do meio do povo e colocaram para dentro da grade. A partir do momento em que levaram a gente para debaixo do palco, me jogaram de canto na grade, deram três tapas na minha cara e começaram a torcer meu braço”, disse a estudante Joana Palhares, de 18 anos, ao site G1.

Já a estudante Yunka Mihura, de 20 anos, apontou que sua queixa se deve em função das agressões e por não ter sido tratada da mesma forma que aos casais heterossexuais que se beijavam durante a pregação.

“Foi completamente injusto e horrível. Nunca senti tanta impotência ao ver os policiais batendo nela, me segurando forte e eu não podendo fazer nada. Não tiraram a gente da grade, fomos jogadas”, resume Yunka.

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