The Christian Post > Cotidiano|Sex, 3 Mai. 2013 12:00 PM EST

Marisa Lobo fala sobre o projeto de cura gay: ‘LGBT não admite que existem ex-gays’

PorGiana Guterres | Correspondente do The Christian Post

Marisa Lobo, psicóloga cristã, é uma das referências que incentivou a criação do projeto que ficou conhecido como ‘cura gay’. O assunto é uma das próximas pautas para votação na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), presidida pelo deputado pastor Marco Feliciano.

  • marisa lobo
    (Foto: Divulgação)
    Psicóloga cristã, Marisa Lobo.

A paranaense concedeu uma entrevista ao jornal Zero Hora, e diz que está respondendo um processo ético no Conselho Federal de Psicologia por opinar contrariamente de forma pública contra a resolução que impede os psicólogos de trabalhar com pacientes que busquem a cura da homossexualidade.

“Estou respondendo processo ético há quase dois anos, acusada de curar gays. Eles afirmam que eu digo nas redes sociais que gays têm cura. Na verdade, não é isso que eu falo. Eu sou contra a resolução porque ela cerceia mesmo a atuação dos psicólogos, porque é o meu paciente que manda na minha terapia”, respondeu Marisa ao Zero Hora.

“Se o desejo dele é de mudar sua condição, opção ou orientação, não sendo doença, o que eu sei que não é e não trato como tal, trato como uma condição humana, eu vou ajudá-lo a mudar”, complementou a psicóloga.

Marisa opinou sobre a resolução do CFP ser contraditória. “É uma usurpação de poder, cerceamento de direito, ela interfere no processo terapêutico. Ao mesmo tempo que ela diz que é para dar dignidade ao homossexual ela está tirando a dignidade do sujeito que não quer mais ser homossexual”, explicou.

A psicóloga falou ainda sobre a injustiça de movimentos, como o LGBT, contra os ex-gays. “Estou fazendo um relatório provando a existência de ex-gays, tudo registrado em cartório. Tenho quase cem casos, quando chegar em cem, eu vou levar para a ONU, que está me esperando. Vou exigir que essas pessoas sejam reconhecidas, porque assim como os gays têm seus direitos e devem ser respeitados, os ex-gays também existem, estamos cometendo uma injustiça. Se ele deixou de ser gay, é um direito humano dele”, disse.

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O projeto de decreto legislativo 234/11, famoso na mídia como ‘cura gay’, pretende suspender uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) de 1999, que impede psicólogos de tratarem os casos de homossexuais como desordem psíquica em busca de cura. O texto tem a autoria do presidente da bancada evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO).

“Acho até que nem era o momento do Marco Feliciano apresentar esse projeto, porque isso tudo vai virar motivo religioso, perseguição de gays. E não é perseguição, o projeto estava lá desde o ano passado, e esbarrou no preconceito, por causa da militância da LGBT, porque eles não admitem que existem ex-gays”, falou Marisa sobre o momento.

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