The Christian Post > Cotidiano|Qua, 23 Nov. 2011 17:24 PM EST

Ministro da Educação diz que Falhas no Enem Vão Continuar

PorAna Araújo | Repórter do The Christian Post

Com tanta polêmica envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médio, Enem, todos os anos, já se escuta pessoas contra a aplicação da prova. No entanto, o Ministro da Educação, Fernando Haddad, defende a sua aplicação mesmo não acreditando que as falhas podem ser extintas.

Para ele, os problemas são normais e vão continuar acontecendo, apesar dos cuidados tomados pelo ministério, durante audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados para dar explicações sobre o vazamento de 14 questões do Enem para alunos do colégio Christus, de Fortaleza.

Em seu discurso, ele relembrou a importância da nota do Enem, que agora não só busca mensurar o nível de conhecimento dos estudantes brasileiros, mas também é fator decisivo nas seleções para muitas faculdades federais e particulares por todo país.

Neste ano, o MEC contratou uma empresa de gestão de risco e já tomou as providências necessárias para responsabilizar as pessoas que fraudaram o Enem em 2009, por exemplo, quando provas foram roubadas.

O responsável já está cumprindo pena na cadeia. “Cinco anos e quatro meses não é condizente com o que foi feito com a educação brasileira”, comentou o ministro.

Eles seguem as investigações que apontam que na fraude deste ano há indícios da participação de um professor de cursinho, ele pode ser indiciado nos próximos dias.

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Dando continuidade às polêmicas, o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), declarou que é preciso saber também por que a empresa que organizou a aplicação da prova foi contratada sem licitação.

O parlamentar afirma que o MEC pagou R$ 372,5 milhões pelo serviço - valor três vezes superior ao que foi gasto no exame do ano passado. Em 2009 as provas custaram R$ 99 milhões. Foram R$ 128 milhões em 2010 e R$ 186 milhões neste ano.

O ministro disse que os valores são normais e condizentes com a abrangência das provas. Segundo ele, a prova feita por quase 5 milhões de pessoas em 1.600 cidades não pode ser comparada com vestibulares e concursos públicos, por exemplo.

Haddad afirmou que os custos da prova também aumentaram devido ao "fortalecimento do trânsito e à impressão das provas" e convênios feitos com as Forças Armadas, por exemplo.

O número de vagas preenchidas pelo Enem tem crescido nos últimos anos e deve ultrapassar 100 mil neste ano. Em 2009, 46 mil estudantes entraram no ensino superior por meio do exame e, no passado, 83 mil.

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