The Christian Post > Mundo|Qui, 5 Ago. 2010 16:33 PM EST

Nova Constituição do Quênia a Caminho da Aprovação

PorLawrence D. Jones | Repórter do Christian Post tradutor Rodrigo L. Albuquerque

Eleitores quenianos aprovaram, por esmagadora maioria, a nova Constituição do seu país, de acordo com os resultados provisórios liberados pelas autoridades eleitorais, na quinta-feira de manhã.

Dos mais de 7,5 milhões de votos que foram contados até agora, 69 por cento foram encontrados a favor da nova Constituição, de acordo com os números divulgados pela Comissão Eleitoral Independente Provisória. Trinta e um por cento, enquanto isso, se opuseram.

Embora os líderes da Igreja tenham questionado a validade do resultado, o Ministro do Ensino Superior, William Ruto, um dos líderes da campanha contrária à Constituição, admitiu a derrota.

Os quenianos têm falado e nós respeitamos isso," disse Ruto, segundo a Deutsche Presse-Agentur (DPA).

Mas "nenhum” líder da campanha chamou para uma discussão mais aprofundada sobre questões controversas na Constituição.

Líderes no âmbito do Conselho Nacional de Igrejas do Quênia (NCCK), da mesma forma, disseram que as questões contenciosas ainda precisavam ser resolvidas, apesar dos resultados do referendo, alegando que os resultados não anularam de nenhuma forma as alegações.

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O corpo da Igreja ecumênica, que estava entre os 30 diferentes grupos cristãos e as confissões que se reuniram na semana passada para se opor à proposta de Constituição, sustenta que a Constituição contém diversas questões controversas com "graves" implicações para a nação.

Em uma declaração conjunta emitida, sexta-feira passada, uma ampla gama de líderes cristãos no Quênia, chamaram "todos os quenianos," para rejeitar a proposta de Constituição em sua totalidade," dizendo que não salvaguardam a sacralidade da vida humana, o som e a educação moral de crianças do país, nem a igualdade religiosa.

Enquanto os líderes reconheceram que "muitas melhoras positivas" estão no projeto da proposta, que disse que "o bem tem sido misturado com seções do mal que afetam a vida moral e os direitos do país de forma irreversível e fundamental."

A declaração foi assinada por líderes de denominações como a Igreja Anglicana do Quênia, a Igreja Presbiteriana da áfrica Oriental, a Igreja Metodista do Quênia, e as Assembléias de Deus no Quênia, entre outros. Outros grupos cristãos representados, incluíram o Conselho Nacional de Igrejas do Quênia, a Federação de Indígenas Evangélicos e Igrejas Cristãs do Quênia, e da Aliança Evangélica do Quênia, entre outros.

A Constituição também reuniu críticas no exterior, incluindo os do Congresso Mundial das Famílias (World Congress of Families - WCF), que reuniu as assinaturas de 170 líderes pró-vida e pró-família, em 21 países que apoiam os quenianos que se opõem à Constituição pró-aborto.

De acordo com a WCF, a Constituição proposta inclui linguagem que permite o aborto quando a “saúde” da mãe é afetada por uma continuação da gravidez.

Notavelmente, entretanto, a Constituição não define o termo "saúde" e, portanto, poderia vir a incluir o "completo desenvolvimento físico, mental e bem-estar social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade," como definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Por essa e outras razões, os defensores da campanha do "não," estão convidando os líderes do governo a permitirem as alterações na provável aprovada constituição.

O Presidente queniano Mwai Kibaki garantiu, na quinta-feira, aos adversários que a suas vozes "foram ouvidas" e apelou para a unidade nacional.

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