The Christian Post > Vida|Qui, 31 Jan. 2013 08:37 AM EST

Nova vacina contra a AIDS será testada em humanos na França

PorCaio Calazans | Correspondente do The Christian Post

Uma das epidemias mais assustadoras do século 20 pode estar com os dias contados. Dentro de algumas semanas um hospital em Marselha, sul da França, começará a testar uma nova vacina contra a AIDS.

  • vacina aids
    (Foto: Reuters)
    Uma foto sem data de um folheto mostra o projeto proposto para os frascos da vacina tgAAC09 contra infecção por HIV e AIDS que está planejado para ser usado em testes no hospital universitário de Hamburgo-Eppendorf.

Atualmente, existem outras vacinas em teste no mundo, porém a nova vacina, desenvolvida pela equipe do professor Erwann Loret, mostrou resultados animadores em macacos. A pesquisa é desenvolvida há mais de 15 anos. Nos testes em macacos, o vírus do HIV deixou de ser detectado após alguns meses. A Agência de Segurança Nacional de Medicamento e Produtos de Saúde francesa (ANSM) autorizou então o início de testes em pacientes humanos.

Quarenta e oito pacientes soropositivos, que atualmente fazem tratamento com coquetel de medicamentos, participarão dos testes. Os primeiros resultados devem ser divulgados após cinco meses.

Na primeira fase, os pacientes tomarão a nova vacina três vezes, com um intervalo de um mês entre as aplicações. Em seguida, suspenderão o uso dos coquetéis de medicamentos por dois meses. Se após o período, o vírus não for detectado nesses pacientes, uma nova fase da pesquisa será iniciada, desta vez com 80 pacientes. O segundo período de pesquisa será mais extenso, pode levar anos até as conclusões finais.

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) foi detectado em humanos pela primeira vez em 1981. Desde então já matou mais de 30 milhões de pessoas. Estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que atualmente, mais de 34 milhões de pessoas vivem com o vírus.

A África é o país de maior incidência de soropositivos. Um em cada 20 adultos estão infectados. Cerca de 69% dos doentes de AIDS no mundo estão no continente. Relações sexuais são a forma mais comum de transmissão da doença, mas o parto a amamentação e o compartilhamento de seringas também contém riscos.

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O vírus da AIDS ataca o sistema imunológico da pessoa infectada, em um período de três a dez anos, dificultando as defesas do corpo contra outras doenças. Sem tratamento, uma pessoa infectada se torna fraca e pode morrer até com infecções de tratamento mais simples como pneumonia, candidíase ou tuberculose.

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